Investimentos: desempenho de novembro

O mal-estar em relação à Argentina e às preocupações quanto ao ritmo de desaceleração da economia americana levaram o dólar comercial a encerrar novembro na liderança do ranking das aplicações, apurando alta de 4,21% no período, cotado a R$ 1,981. Em segundo lugar ficou o dólar paralelo, com valorização de 3,18% no período. Num cenário de tanta instabilidade, a bolsa de valores apanhou feio e o Índice Bovespa fechou o mês em baixa de 10,63%, mais uma vez na lanterninha do ranking.Todas as aplicações de renda fixa, por sua vez, renderam acima da inflação de 0,29% medida pelo IGPM da Fundação Getúlio Vargas (FGV). O líder do segmento foram os fundos de renda fixa, que registraram rentabilidade líquida de 0,98%, seguidos de perto pelos CDBs para grandes quantias, com rendimento de 0,96%. A caderneta teve mais uma vez o pior desempenho da renda fixa - 0,62%.Em dezembro, o quadro deve continuar instável, conforme o diretor-geral do Banque Nationale de Paris (BNP) Asset Management, André Pires. Segundo ele, a atenção do mercado vai continuar voltada para a Argentina e para os Estados Unidos. As perspectivas em relação ao país vizinho são um pouco melhores, uma vez que os detalhes do pacote de ajuda financeira a ser liderado pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) deverão ser conhecidos nos próximos dias. Pires ressalta, porém, que as incertezas em relação à Argentina só vão diminuir se o valor da linha de crédito for convincente - na casa de US$ 20 bilhões. Além disso, ele diz que o anúncio de medidas que incentivem a competitividade da economia também são cruciais para a recuperação da credibilidade do governo argentino.EUA: foco de incertezaPires diz que, no momento, o principal foco de incerteza vem dos Estados Unidos. O temor de que a economia passe por uma forte desaceleração, podendo até tornar-se uma recessão está causando fortes oscilações nas bolsas norte-americanas. A Nasdaq - bolsa que negocia ações de empresas de alta tecnologia e informática em Nova York - é que tem sido a mais atingida. Ontem, a Nasdaq fechou em baixa de 4,03%, ampliando a desvalorização no mês para 22,90%. No ano, a queda é de 36,16%.No ano, a liderança do ranking continua com as aplicações de renda fixa. De janeiro para cá, os fundos de renda fixa registram rendimento líquido de 12,53%, seguidos pelos CDBs para grandes quantias, com 12,48%. O Índice da Bolsa de Valores de São Paulo (Ibovespa) amarga perda expressiva no período, de 22,26%.Confira o desempenho das aplicações em novembro: dólar Comercial, de 4,21%; dólar Paralelo, de 3,18%; ouro, de 2,48%; fundos de Renda Fixa* 0,98%; CDB (acima de R$ 100 mil)*, 0,96%; fundos DI*, de 0,93%; CDB (R$ 5 mil)*, 0,80%; poupança, de 0,62%; IGP-M, de 0,29%, Bovespa, de -10,63%.*Rendimentos Líquidos.

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