Investimentos do Comperj serão mantidos, afirma Petrobrás

Segundo diretor, estatal espera redução do valor de algumas licitações e equipamentos mais baratos

Kelly Lima, da Agência Estado,

21 de janeiro de 2009 | 13h02

O diretor de Abastecimento da Petrobrás, Paulo Roberto Costa, afirmou nesta quarta-feira, 21, que os investimentos de US$ 8,5 bilhões no Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj) devem ser mantidos e não sofrer nenhum reajuste, "nem para cima, nem para baixo" no plano estratégico da estatal. O plano da companhia para o período de 2009 a 2013 deve ser apresentado para o Conselho de Administração na sexta-feira. Veja também:Desemprego, a terceira fase da crise financeira global De olho nos sintomas da crise econômica Dicionário da crise Lições de 29Como o mundo reage à crise  Segundo ele, a Petrobrás espera a redução do valor de algumas licitações e também a revisão para baixo do preço de alguns equipamentos. Porém, o diretor lembrou que a estimativa de investimentos de US$ 8,5 bilhões havia sido feita dois anos atrás, com outro câmbio e sem a inflação acumulada no período. "Qualquer redução ou aumento que poderia haver sobre este valor será minimizada por esses dois fatores", disse. O diretor não quis detalhar quais deverão ser as fontes de financiamento tanto para este empreendimento quanto para a construção de outras refinarias previstas. Segundo ele, na última reunião do Conselho no final de 2008, foi definida qual seria a participação acionária da Petrobrás em todas as etapas do Comperj. Uma holding será composta para abrigar tanto a primeiro geração do Comperj quanto as unidades da segunda geração. Costa afirmou que ao longo de 2009 é que serão fechadas as parcerias com os sócios. Costa afirmou que a estatal está tomando como premissa para definir a entrada dos sócios três pontos principais: "que eles tenham dinheiro, suporte tecnológico e sejam tomadores de produto, ou seja, possam oferecer mercado para parte da produção do Comperj". Por enquanto, disse, apenas BNDES e o grupo Ultra estão confirmados no projeto mas não há ainda um porcentual definitivo da participação de cada um. O diretor disse ainda que a Petrobrás será majoritária na primeira geração e terá pequenas participações nas fábricas da segunda geração. Essas unidades da segunda geração também serão desmembradas da holding tão logo forem fechadas as parcerias individuais para cada uma. "Percebemos que todos os interessados, sejam eles estrangeiros ou as duas empresas nacionais (Braskem e Quattor), discutiam interesses específicos em cada uma das unidades e por isso desmembramos o projeto", disse o diretor, que participou há pouco da inauguração do centro de integração do Comperj em São Gonçalo. O espaço, que já formou 3.500 pessoas para atuar no Comperj, tem meta para qualificar até outros 30 mil até o início da operação da unidade em 2013.

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