Andre Kasczeszen / APPA / ANPR
Andre Kasczeszen / APPA / ANPR

Investimentos em infraestrutura abrem caminhos no Paraná

Governo estadual tenta reduzir gargalos logísticos com obras em estradas e portos e pretende ampliar a malha ferroviária;Fórum Regional Estadão debateu principais desafios do governo para melhorar o ambiente de negócios

Cristiana Vieira - ESPECIAL PARA O ESTADO, O Estado de S. Paulo

06 Dezembro 2017 | 05h00

Ambiente de negócios, inovação e retomada do crescimento foram os temas que conduziram o Fórum Regional Estadão Paraná, que reuniu o governador Beto Richa (PSDB), empresários e especialistas, durante o evento que aconteceu no auditório do jornal no último dia 29.

Como terceiro exportador do agronegócio brasileiro, o estado investe em infraestrutura de transportes para tentar melhorar o escoamento de cargas.

Entre as apostas está o Programa de Conservação e Manutenção de Estradas, cujos recursos chegam a R$ 2,3 bilhões. O Estado tem 500 quilômetros de rodovia em duplicação e a readequação de 3.300 quilômetros de estradas rurais pelo interior.

Além disso, o governo acaba de lançar um procedimento de manifestação de interesse, para grandes grupos empresariais, para o projeto de construção de uma ferrovia, com 1 mil quilômetros de extensão, a partir de Dourados (MS), cortando o estado do Paraná até chegar ao Porto de Paranaguá. “Os investimentos devem chegar a R$ 10 bilhões”, disse Richa.

A área portuária também passou por uma modernização com investimentos públicos e privados milionários. As operações de dragagem, que antes saíam com meia carga pela falta de calado, hoje recebem grandes navios que partem com carga completa, reduzindo o custo de produção e ampliando a produtividade do comércio.

 

Durante o Fórum, o diretor presidente do Porto de Paranaguá, Luiz Henrique Tessutti Dividino, destacou os investimentos de R$ 2 bilhões em 2016. Para as obras previstas entre 2017 e 2019, como o investimento nos terminais de Contêineres de Paranaguá (TCP), da Fospar e da Ponta do Félix, entre outras de menores proporções, a previsão é de mais R$ 1,5 bilhão. “As maiores obras portuárias do País vão ocorrer nos próximos dois anos no Porto de Paranaguá, que também é o único que mantém o calado em manutenção constante e habilitação para dragar o maior navio da costa”, enfatizou, lembrando que cerca de 35% do PIB do Brasil passam por esse porto.

Ele ressaltou, entretanto, que o grande desafio dos interessados em investir é como a carga chega ao porto. “Precisamos melhorar a demanda ferroviária para o Porto de Paranaguá”, disse Dividino, chamando a atenção para a necessidade de preços de frete competitivo em relação aos rodoviários.

Já para o diretor institucional e de regulação da Rumo Logística, Guilherme Penin, a malha ferroviária Sul da companhia, que atende ao Paraná, é desafiadora, porém rentável, considerando que há grandes volumes a serem transportados por longa distância até o porto, especialmente de produtos agrícolas.

Ele também salientou que a companhia deve fechar 2017 com cerca de R$ 5 bilhões em investimentos no Brasil, dos quais R$ 2 bilhões destinados à Malha Sul, com 46 novas locomotivas, além das obras em curso, como a revitalização de 700 quilômetros de via férrea e das linhas que atendem o Porto de Paranaguá. “A companhia atingiu o nível de 1,004 milhão de toneladas descarregadas por ferrovia no porto”, disse.  / COLABOROU LETICIA PAKULSKI

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Armazenamento é preocupação após safra recorde

Com quase 25 milhões de toneladas, 23% a mais que em 2016, setor enfrenta falta de alternativas para guardar produção

Gustavo Zucchi - ESPECIAL PARA O ESTADO, O Estado de S. Paulo

06 Dezembro 2017 | 05h00

Como armazenar a safra recorde de 2016/2017 no Paraná? Essa dor de cabeça, razoavelmente positiva, foi um dos temas debatidos pelos participantes do Fórum Regional Estadão Paraná. Com 24,8 milhões de toneladas, 23% a mais que a anterior, o desafio é como guardar os grãos de forma efetiva e quem deve ser o responsável por isso.  

O questionamento foi proposto pelo diretor-presidente do Instituto Agronômico do Paraná (Iapar), Florindo Dalberto. Para ele, a armazenagem é um desafio constante para qualquer país que cresceu na agricultura e atinge outros estados brasileiros. “Estive em Lucas do Rio Verde (MT) e lá tem montanhas de milho na rua, na avenida”, contou. Segundo ele, a solução ideal parte dos próprios agricultores. “Veja o modelo norte-americano majoritário. Lá, os próprios agricultores, para poder aproveitar as oportunidades de mercado e o momento do preço mais adequado, mantêm armazenamento dentro da sua propriedade. O governo já está saindo desse campo. No Brasil ainda estamos em um estágio onde o governo participa muito”, afirmou Florindo.   

Outra solução, segundo o diretor-presidente do Iapar, é investir ainda mais na industrialização da produção agrícola do Estado. “Numa agricultura que se proponha atuar globalmente, é preciso uma infraestrutura robusta de processamento da produção, de forma a agregar valor”, explicou. “Transportar frango processado é mais fácil do que levar soja para o mundo inteiro”, comparou.

Quem também defendeu um olhar mais atento para armazenagem no Estado foi o diretor presidente do Porto de Paranaguá, Luiz Henrique Tessutti Dividino. “Quando você fala de armazenagem, tem sempre um tom pejorativo de ‘é um valor agregado’. Armazenagem em qualquer lugar do mundo é uma coisa importante”, disse.

A questão de responsabilidade sobre os agricultores, para Dividino, é uma questão benéfica para eles próprios. “Na medida em que o produtor agrícola está capitalizado, a decisão de especular pelo melhor preço, que é um direito dele, faz com que ele tome decisões diferentes daquele modelo real e lógico de tirar de um lugar, colocar em outro e exportar”, explicou. 

Na conta de quem? A discussão sobre o setor privado assumir mais responsabilidades foi além da debate sobre o armazenamento da safra agrícola. As facilidades que o setor público tem colocado para as empresas que desejam investir no Paraná foi destacada por Guilherme Penin, diretor institucional e de regulação da Rumo Logística.  

“O Paraná se destaca por duas razões principais, ambas ligadas a relação com o governo”, disse Penin. “Nossa interação com a Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (APPA) é muito boa, assim como com os municípios. A conversa com o governo do Estado também”, afirmou. A Rumo deve fechar 2017 com R$ 5 bilhões em investimentos no Brasil, dos quais R$ 2 bilhões destinados à Malha Sul.  

Parceria. O secretário de Infraestrutura e Logística do Paraná, José Richa Filho, ressaltou a importância de estabelecer parcerias para os projetos. “A situação do porto de Paranaguá, por exemplo. Há anos a autoridade portuária da APPA faz a regulamentação, e o resto é tocado por grupos privados. Para melhorar a qualidade dos serviços, precisa de aproximação”, disse Richa Filho.  

Na mesma linha foi Dividino, presidente do Porto de Paranaguá. “Se nós não conversarmos com o cliente, o melhor projeto vai dar errado. Estamos aqui para servir o setor, seja ele da indústria, do comércio ou agrícola”, disse. Com isso, a iniciativa privada investiu R$ 1,3 bilhão no porto até o fim de 2016. Na outra ponta a companhia fez uma reforma administrativa, em 2012, para reduzir o quadro e as despesas.  

Já o presidente da Cocamar, Luiz Lourenço, comentou que na agricultura não há muitas opções para parcerias. “Nossos custos e renda são muito justos”, explicou. “O que a gente precisa é que o Estado não atrapalhe a gente. Por exemplo, temos um crédito de ICMS junto ao governo que a gente não consegue usar. Agora estamos tentando criar alternativas para pegar pelo menos um pouquinho desse dinheiro de volta. E não é só a Cocamar, mas todo o cooperativismo”, completou.

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Paraná busca investidores para nova ferrovia

Projeto de R$ 10 bi, ainda em fase preliminar e sem previsão de entrega, ligaria Dourados (MT) ao porto de Paranaguá

Gustavo Zucchi - ESPECIAL PARA O ESTADO, O Estado de S. Paulo

06 Dezembro 2017 | 05h00

O governador do Paraná, Beto Richa, aproveitou a vinda a São Paulo para participar do Fórum Regional Estadão Paraná para lançar um Procedimento de Manifestação de Interesse (PMI) para a construção de uma ferrovia ligando a cidade de Dourados (MT) até o Porto de Paranaguá. De acordo com Richa, serão cerca de 1 mil quilômetros de extensão com um custo estimado de R$ 10 bilhões.

“Nos próximos meses teremos a possibilidade de identificar grupos para a construção dessa ferrovia, que vai ajudar a escoar a produção do Centro-Oeste”, disse Richa.  

A ferrovia deve ser responsável por transportar os produtos agrícolas produzidos no Paraná e no Mato Grosso do Sul, responsáveis por 30% da produção brasileira, segundo o governador do Paraná. Com o lançamento do PMI, a ideia é estimular a participação do setor privado na obra. O primeiro passo é realizar os estudos de viabilidade técnica, econômica e ambiental da ferrovia. Em um segundo momento, será aberta licitação para construção e concessão da via.  

 

“Existe um gargalho crítico do País nesse modal de transporte. E ele garante uma economia substancial”, explicou o governador do Paraná.  

De acordo com dados do estudo do IBGE de 2015, “Logística dos Transportes no Brasil”, o País tem 29 mil quilômetros em ferrovias espalhadas pelas cinco regiões. Ainda segundo IBGE, 61,1% da carga nacional é transportada pelo sistema rodoviário contra apenas 21% por meio de trens. 

Já o Paraná, segundo a Secretaria de Infraestrutura, tem 2.400 quilômetros de ferrovias, sendo 2.039 quilômetros de concessão federal à América Latina Logística (a ALL, que hoje integra a Rumo Logística) e só 248,5 km pertencentes ao governo do Estado e controlada pela Estrada de Ferro Paraná Oeste S.A, a Ferroeste. 

De acordo com José Richa Filho, secretário de Infraestrutura e Logística no Estado, apenas 20% dos produtos que chegam ao porto de Paranaguá são transportados pela via férrea.  

Trilhos. O projeto da ferrovia está dividido em duas partes. A primeira terá 400 quilômetros e deve ligar Guarapuava ao Litoral do Paraná. Já a segunda metade terá o trecho entre Guarapuava até a cidade de Dourados, no Mato Grosso, com cerca de 350 quilômetros. A obra prevê, ainda, a revitalização dos 250 quilômetros de trilhos já existentes entre as cidades de Guarapuava e Cascavel. 

Assim seria possível escoar a produção dos dois Estados para o Porto de Paranaguá. O governador quer, ainda, que produtores de países vizinhos exportem seus insumos no porto paranaense.

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'Só ajuda fiscal não atrai empresas', diz secretário

Mauro Ricardo Costa, da pasta da Fazenda do Paraná, elencou qualidades que o Estado precisa ter para atrair investidores

Gustavo Zucchi - ESPECIAL PARA O ESTADO, O Estado de S. Paulo

06 Dezembro 2017 | 05h00

O secretário da Fazenda do Estado do Paraná, Mauro Ricardo Costa, comentou o ambiente de negócios criado na gestão Beto Richa à frente do governo do Estado. Para ele, os incentivos fiscais devem ser apenas parte da equação e não servem sozinhos para atrair investimentos.  “A não ser que seja muito grande, como a Zona Franca de Manaus, os incentivos não vão isoladamente definir investimentos”, explicou. Segundo ele, fatores como condição de infraestrutura, possibilidade de escoamento e mão de obra são fundamentais. “Eventualmente o benefício fiscal torna aquela planta industrial extremamente competitiva em relação aos concorrentes.”   

Quem concordou com o secretário foi o diretor-geral da Klabin, Cristiano Teixeira. Ele defendeu incentivos fiscais para empresas, mas ressaltou que é preciso competitividade. 

“Acredito que possa existir uma parceria entre o público e o privado para ajudar a viabilizar investimentos”, afirmou o executivo. “Mas de nada adianta quando não há competitividade no próprio setor”, observou.

Para Teixeira, é importante que a parceria traga benefícios para ambos os setores. “Quando se consegue planejar um projeto ao longo de 10 anos, a possibilidade de conseguir fazer investimentos onde todos os envolvidos saiam realizados, é maior”, pontuou. 

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Paraná é 3º em ranking de Estados, mas cai posição

Estudo aponta piora comparativa em áreas como eficiência da máquina e solidez fiscal

Cristiana Vieira - ESPECIAL PARA O ESTADO, O Estado de S. Paulo

06 Dezembro 2017 | 05h00

Na comparação com os demais Estados do País, como vai o Paraná? Bem, mas já foi melhor. É o que aponta a edição 2017 do Ranking de Competitividade dos Estados, estudo anual, realizado pelo Centro de Liderança Pública e pela consultoria Tendências para avaliar os 26 Estados e o Distrito Federal nos pilares educação, solidez fiscal, segurança pública, infraestrutura, inovação, capital humano, eficiência da máquina pública, potencial de mercado, sustentabilidade ambiental e sustentabilidade social.

O Paraná está em 3º no País, mas era o 2º no ranking geral em 2016 e perdeu uma posição para Santa Catarina. Pilares como educação, em que passou de 4º para 5º lugar, e eficiência da máquina pública, em que perdeu três posições (de 3º para 6º lugar), puxaram a queda.

O analista sênior de finanças públicas da Tendências, Fabio Kelin, explica que, enquanto o Paraná sofreu com a queda em educação, Santa Catarina manteve a terceira posição, assim como em eficiência da máquina pública, que continua na sétima. “Podem ter ocorrido situações em que o Paraná esteja igual nos indicadores, mas, se outros estados melhoraram, ele acaba caindo. Assim como casos em que o Estado melhora seus indicadores, mas outros melhoraram ainda mais”, justifica o analista da Tendências.

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Nesta edição, os pilares econômicos sofreram mais impacto, como solidez fiscal, em que o estado é mais sensível.

O estudo também identificou uma piora comparativa em segurança pública, caindo três pontos em relação a edição anterior, quando era o primeiro. 

No item energia, o Estado chegou bem perto da pior classificação (27ª), ocupando o 24º lugar. 

“Curiosamente o Paraná tem baixa competitividade na energia elétrica, considerada a mais cara do País, apesar da proximidade com a Usina Hidrelétrica de Itaipu”, observa o sócio da Tendências, Adriano Pitoli.

Outro ponto de atenção é o crescimento da força de trabalho. “A população adulta em idade de trabalho ainda está entre os últimos lugares, mantendo-se em 24º lugar”, observa Pitoli, lembrando que esta é uma característica dos Estados do Sul, em particular o Paraná e Rio Grande do Sul, onde a população é mais velha.

PIB em alta. Apesar de o Paraná ter sofrido com a crise, a projeção para 2017 é de que o PIB cresça 1,7% em comparação com a média de 0,7% do Brasil. No Fórum Estadão, o governador do Estado, Beto Richa (PSDB), destacou os programas de atração de investimentos com incentivos fiscais, responsáveis por R$ 43 bilhões em novos investimentos.

“Mostramos que o Paraná voltou a ser a terra da promissão”, disse Richa. “Mas também é importante fazer grandes investimentos em infraestrutura”, admitiu o governador.

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Economia criativa vira opção em tempos de crise

Representando cerca de 1,8% do PIB paranaense, setor supera dificuldades e ajuda na geração de renda e de empregos

Gustavo Zucchi - ESPECIAL PARA O ESTADO, O Estado de S. Paulo

06 Dezembro 2017 | 05h00

O Paraná pode ser conhecido por sua agricultura, mas tem um território fértil para atrair novos investimentos no Estado: a chamada economia criativa. Relatório de 2016 da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) revelou que o setor representa 1,8% do PIB do Estado, ficando empatado com Minas Gerais na sexta colocação entre as unidades da federação com maior participação dos criativos no Produto Interno Bruto (PIB).  

Mas, afinal, o que é a economia criativa? Segundo o Sebrae, uma das entidades que trabalham para o crescimento do setor no Brasil, são “negócios baseados em capital intelectual e cultural e na criatividade que gera valor econômico”. 

“A importância da economia criativa reside em seu estímulo para a geração de renda, criação de empregos e receitas de exportação, ao mesmo tempo em que promove a diversidade cultural”, explicou o presidente do Sebrae, Guilherme Afif Domingos. “A economia criativa, de maneira geral, vive uma situação atípica diante da crise, com crescimento acima do esperado para o momento econômico”, ressaltou Domingos. 

Foi o que aconteceu com Guto Pasko e Andreia Kalaboa, fundadores da GP7 Cinema. A produtora de vídeos cresceu durante o período de crise e em 2017 lançou uma série de ficção.  

“Nosso maior crescimento foi nesse período, quando nos estruturamos melhor e diversificamos nossos projetos”, explica Guto Pasko.

No caso da Racional Games, empresa de Curitiba formada por um grupo de amigos insatisfeitos com trabalhos que lhes podavam a criatividade, o auxílio veio do poder público.

“Tivemos um importante incentivo da Prefeitura de Curitiba, cedemos nosso primeiro jogo gratuitamente e ganhamos em visibilidade”, explicou Vinício Adamante, um dos sócios-fundadores da Racional.

Hoje, os incentivos públicos ao setor caminham a passos lentos. O programa Paraná Criativo, incubadora ligada a Secretaria da Cultura estadual, está suspenso por falta de verbas do Ministério da Cultura. No plano federal a Secretaria da Economia Criativa, ligada ao Minc, mudou de nome e de foco.  

“O debate vai para frente e para trás”, diz Claudia Leitão, primeira secretária de Economia Criativa do Minc, em 2012. “Espero que aos poucos essa discussão vá andando no Brasil”, diz.

O advogado especialista em economia criativa, Tito Malta Neto, do Ambiel Advogados, acredita que o melhor bem que o governo pode fazer para o setor é diminuir a burocracia. “Permitir que as pessoas empreendam e dar espaço para sua função é fundamental”, diz. 

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Empresário investe R$ 500 milhões em polo de pesquisa em Toledo (PR)

Luiz Donaduzzi, investe cerca de R$ 40 milhões por ano em inovação

Cristiana Vieira - ESPECIAL PARA O ESTADO, O Estado de S. Paulo

06 Dezembro 2017 | 05h00

Transformar ideias novas em resultados de negócio sustentável é o princípio da inovação. Tudo muda rapidamente. As empresas, o cliente, a sociedade. “Inovação não é luxo. É imperativo de sobrevivência”, alerta o especialista em gestão da inovação e diretor executivo do Centro Internacional de Inovação da Federação das Indústrias do Paraná (Fiep), Filipe Cassapo.

O primeiro passo é provocar diálogos. “Tem que ter pessoas diferentes para dialogar. As iguais chegam à mesma conclusão. É nesse diálogo que surgem as ideias”, sugere o especialista.

Depois vem o processo de inovação, que é a capacidade de selecionar e transformar as ideias em resultado de negócio. “É necessário ‘prototipar’ para testar a ideia imediatamente. E se não funcionar, não tem problema. Vai para a próxima”, enfatiza.

Fundador da fábrica de medicamentos genérico Prati–Donaduzzi, em Toledo (PR), Luiz Donaduzzi, investe cerca de R$ 40 milhões por ano em inovação. Atualmente, estão sendo testadas próteses cranianas feitas em impressora 3D. E para 2018 o plano é produzir nutracêuticos (alimentos funcionais baseados em nutrientes para a prevenção de doenças).

Paralelamente, segue com a ampliação do 1º Parque Científico e Tecnológico de Biociências, o Biopark , também em Toledo, aberto em 2016, com a pretensão de transformar a região em um polo de pesquisa e inovação tecnológica voltado para as ciências da vida – com aporte de R$ 500 milhões para os próximos quatro anos. “O Biopark terá espaços de convivência, áreas verdes e a cidade do idoso”, planeja com a sua mulher Carmen.

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