Investimentos: gestão diversificada

"O investidor deve diversificar não só seus investimentos mas também a gestão deles", diz o diretor de Renda Fixa da Latinvest Asset Management, César Trotte. A primeira providência, conforme o especialista, é distribuir os recursos em fundos de renda fixa ou DI, cambial, de ações e derivativos.Nessa distribuição, o que se deve levar em conta é o conceito geral: dinheiro de longo prazo, desnecessário em menos de um ano, pode seguir para aplicações de maior risco, como ações e fundos de derivativos. Recursos que serão necessários no curto prazo devem ser aplicados em renda fixa. Feita essa primeira diversificação com novos recursos, será a vez de diversificar o gestor. As duas estratégias têm por objetivo diluir o risco. Trotte lembra também que os fundos derivativos têm perfis de risco. No mercado, eles são identificados como conservadores, moderados e agressivos. O que define o perfil é o conjunto de duas variáveis:-da alavancagem, ou seja, o número de vezes em que o patrimônio é aplicado em mercados de derivativos. Um gestor pode multiplicar o patrimônio por quantas vezes quiser nas aplicações nesse mercado e, em geral, as alavancagens estão concentradas no mercado de juros.-da duration, ou o prazo médio das operações em mercados de derivativos. Uma alavancagem alta, sozinha, não é indicativo de riscos elevados. Da mesma forma, o prazo longo de uma operação, isoladamente, também não é indicativo de alto risco. "A alavancagem de 100 vezes o patrimônio por um dia, um prazo curto, pode ser menos arriscada do que a de 2 vezes o patrimônio por 180 dias, um prazo longo", diz Trotte. Ele explica que o importante é a relação entre alavancagem e prazo da operação. Quanto maiores a alavancagem e o prazo, maior o risco. Trotte estima que hoje, com a estabilidade econômica, o horizonte do mercado chega a 30 ou 60 dias. Assim, operações com esse prazo não têm risco elevado.

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