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Investimentos na Bolívia: US$ 578 mi

Do total previsto, Petrobrás deve investir US$ 117 milhões este ano

O Estadao de S.Paulo

07 de setembro de 2011 | 00h00

O Ministério dos Hidrocarbonetos da Bolívia anunciou ontem que as petroleiras privadas que operam no país vão investir US$ 578,78 milhões este ano. Os recursos fazem parte dos programas de trabalho dos campos em operação atualmente no país e incluem gastos operacionais e administrativos. Segundo dados divulgados pela companhia, os investimentos novos somam US$ 254,05 milhões. Os números foram fechados em negociações entre companhias privadas e a estatal boliviana YPFB terminadas no últimos dia 20.Do investimento total previsto, a Petrobrás deve contribuir com pouco mais de US$ 117 milhões. Metade desse volume, porém, refere-se a gastos operacionais - os novos investimentos não chegam aos US$ 55 milhões, incluindo os compromissos assumidos pela Petrobrás Bolívia e pela Petrobrás Energía, subsidiária argentina da estatal brasileira. Somando as parcelas das duas subsidiárias, a Petrobrás terá o segundo maior investimento este ano, atrás apenas da Chaco, controlada pela britânica BP.Esta última se comprometeu com US$ 147,4 milhões, segundo dados do governo boliviano. Na avaliação de especialistas, foi a empresa que mais se beneficiou com as mudanças no modelo de contratação do gás pela YPFB, uma vez que os novos acordos de entrega destinam parte de sua produção às exportações para o Brasil, que pagam melhores preços do que o mercado interno.Em nota oficial, o Ministério dos Hidrocarbonetos da Bolívia diz esperar que as empresas retomem os investimentos em crescimento da produção ''''em reciprocidade'''' à nacionalização das reservas que, segundo o texto, garantiu melhores condições jurídicas no país. Em entrevista concedida ontem antes do informe boliviano, porém, o diretor internacional da Petrobrás, Nestor Cerveró, reforçou que a companhia se limitará a manter os níveis de produção em seus projetos na Bolívia.O país não chegou a ser citado entre os focos de atuação internacional da empresa para os próximos anos, que privilegia investimentos nos Estados Unidos, costa oeste da África e Argentina. A Bolívia precisa de novos investimentos para garantir o suprimento a todos os seus contratos, que somam hoje mais de 45 milhões de metros cúbicos por dia.

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