Investimentos não comprometerão superávit, diz Canuto

O secretário de Assuntos Internacionais do Ministério da Fazenda, Otaviano Canuto dos Santos Filho, disse hoje que o governo terá condições de retomar os investimentos públicos no segundo semestre sem afetar a meta de superávit primário de 4,25% firmada como FMI. "É perfeitamente possível e será perseguido pelo governo compatibilizar as metas de superávit com o gasto público com atenção aos investimentos", disse em simpósio em Campinas, no interior paulista. Segundo ele, "trata-se de uma questão de realocação de recursos públicos e que existe margem suficiente para isso".Canuto negou que o governo venha a pleitear com o FMI a retirada dos investimentos de estatais da conta que compõe o superávit primário. "Isso não está em discussão. Estamos com um acordo em curso e já tivemos um memorando de entendimentos de que esse acordo está dando certo", afirmou.O secretário avaliou que o nervosismo do mercado financeiro na sexta-feira e ontem não deixará seqüela na credibilidade internacional do Brasil. "Não podemos confundir os eventos que são perfeitamente reversíveis e que depois simplesmente somem, sem gerar nenhum rastro, nem seqüelas", afirmou.Segundo o secretário, o que provocou a volatilidade dos últimos dias foi o desejo de "alguns agentes de realizar posições e a má leitura dos outros agentes, que acreditaram nas dúvidas". Na sua avaliação, a aprovação da reforma da Previdência e da Lei de Falências fortalecerá a confiança de investidores e favorecerá o retorno mais rápido dos investimentos ao País. "O retorno dos investimentos se dará não só entre agentes externos, mas principalmente domésticos e tende a acelerar a chegada do momento de recuperação da atividade econômica", disse.

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