Investimentos não garantem sustentabilidade, diz IBGE

As taxas de investimento registradas no Brasil estão aquém do necessário para garantir um desenvolvimento com sustentabilidade, segundo alerta o técnico responsável pela análise das informações econômicas dos Indicadores de Desenvolvimento Sustentável divulgados hoje pelo IBGE, Flávio Bolliger. Segundo a pesquisa, a taxa de investimento (porcentual do Produto Interno Bruto (PIB) voltado para investimentos) manteve-se praticamente estagnada entre 1992 (18,42%) e 2003 (18,04%). "Para países em desenvolvimento, são preconizadas taxas de investimento bem mais altas do que as que têm sido observadas no Brasil. Em nosso País elas têm flutuado em torno de valores inferiores a 20% e, além disso, mostram uma clara tendência de declínio", avaliam os técnicos do IBGE no documento de divulgação dos dados. Bolliger lembra que há hoje uma unanimidade entre os economistas de que é preciso uma taxa de investimento de pelo menos 25% para garantir um crescimento sustentável nos próximos anos no País. "É preciso taxas de investimentos maiores para o desenvolvimento sustentável", disse. No primeiro semestre deste ano, não analisado pela pesquisa mas segundo dados já divulgados pelo IBGE, a taxa de investimento subiu para 18,9%, a maior taxa para um primeiro semestre desde 2001, quando o percentual foi de 20,2%, mas ainda bem longe dos 25% necessários à sustentabilidade. Segundo o IBGE, os indicadores resultam de um movimento internacional - intensificado a partir da ECO 92 e coordenado pela Comissão de Desenvolvimento Sustentável da ONU - para consolidar indicadores internacionais compatíveis, permitindo o acompanhamento desse tema em escala mundial. A primeira edição dos Indicadores de Desenvolvimento Sustentável do IBGE ocorreu em 2002. A publicação de 2004 abrange quatro áreas: ambiental, social, ecnômica e institucional.

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