Investimentos previstos para 2011 na Petrobrás somam R$ 93,67 bilhões

Diretor financeiro destacou que há espaço suficiente para maior endividamento

Kelly Lima, Sabrina Valle e André Magnabosco, da Agência Estado,

25 de fevereiro de 2011 | 19h25

O diretor financeiro da Petrobrás, Almir Barbassa, disse, há pouco, que para cumprir os investimentos previstos de R$ 93,67 bilhões para este ano, a geração de caixa prevista para 2011 seria suficiente. "Se todos os nossos investimentos terminassem no final do ano eu diria que o caixa é suficiente, mas temos muito para investir nos próximos anos, então teremos que recorrer ao mercado de capitais, disse. Ele destacou que há espaço "suficiente"para maior endividamento e que a capitalização foi bastante importante para financiar a companhia.

Barbassa descartou qualquer perspectiva de uma nova capitalização.

Segundo ele, a empresa já captou US$ 6 bilhões em janeiro e deve buscar mais US$ 17 bilhões para novos investimentos e outros US$ 29 bilhões para amortização de dívidas.

O diretor ainda destacou que o fato de a companhia ter ficado 14% abaixo dos investimentos previstos para 2010 se deve, principalmente, a atrasos em licitações e compra de equipamentos.

Alavancagem líquida

A alavancagem líquida da Petrobrás, relação entre o endividamento líquido e o patrimônio líquido, encerrou o 2010 em 17%. O resultado representa aumento de um ponto porcentual em relação ao patamar de 16% do terceiro trimestre do ano passado. No quarto trimestre de 2009, o índice havia ficado em 31%.

O indicador passou a ser observado de perto por analistas e investidores após ultrapassar os 30% e, com isso, pressionar a Petrobrás a realizar uma operação de aumento de capital. Concluída em setembro passado, a operação reduziu a alavancagem líquida da Petrobrás de 34% apurado no segundo trimestre para 16% no fechamento do terceiro trimestre. A prioridade da companhia, conforme divulgado anteriormente pelo diretor Financeiro e de Relações com Investidores da Petrobrás, Almir Barbassa, é manter o indicador entre 25% e 35%.

O nível de endividamento medido pela relação entre dívida líquida e Ebitda, que estava em 0,94x ao final do terceiro trimestre, subiu para 1,03x no encerramento de 2010. Em dezembro de 2009, o endividamento era de 1,23 vez.

A dívida líquida da Petrobrás apresentou queda de 15% ao longo de 2010, para R$ 62,067 bilhões em relação ao final de 2009. Em dólares, a queda foi de 12%, para US$ 37,250 bilhões. Já as disponibilidades ajustadas (incluindo títulos públicos federais) cresceram 92% em 2010, segundo balanço divulgado hoje, para R$ 55,848 bilhões, reflexo da operação de aumento de capital.

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