Marcos de Paula/Estadão
Marcos de Paula/Estadão

Investimentos têm quarta queda seguida

Em 12 meses, recuo foi de 13%; desempenho ruim da indústria e da construção civil puxou o resultado em outubro

Daniela Amorim, Impresso

08 de dezembro de 2016 | 21h41

RIO - Os investimentos na economia brasileira recuaram 2,6% de setembro para outubro, segundo o Indicador Ipea de Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF). Esse é o quarto resultado negativo consecutivo, resultando em uma redução de 4,8% para o quarto trimestre do ano, informou o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

Como consequência, mesmo que a Formação Bruta de Capital Fixo mantenha estabilidade nos meses de novembro e dezembro, os investimentos encerrarão o último trimestre de 2016 com retração de 4,8% sobre o trimestre anterior. No terceiro trimestre os investimentos já tinham decepcionado, após encolherem 3,1% ante o período anterior, de acordo com os dados do Produto Interno Bruto (PIB) divulgados há pouco mais de uma semana pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Segundo o indicador do Ipea, a FBCF teve queda de 13,6% na comparação com outubro de 2015. A taxa acumulada em 12 meses ficou negativa em 13%.

Produção. Os dois principais componentes da FBCF apresentaram desempenho ruim em outubro. O consumo aparente de máquinas e equipamentos (Came) – estimativa dos investimentos em máquinas e equipamentos, que corresponde à produção industrial doméstica mais as importações, excluindo as exportações – apresentou redução de 1,5% ante setembro. Já o indicador de construção civil encolheu 3,9%, na quarta taxa negativa em cinco meses.

Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, os dois componentes tiveram forte retração em outubro: o consumo aparente de máquinas e equipamentos caiu 15,4%; e a construção civil diminuiu 13,5%.

Dentro do Came, a produção doméstica de bens de capital recuou 2,8% em outubro ante setembro, mas a queda foi amenizada pelo comportamento do volume de importações de bens de capital no mesmo período. Após três quedas consecutivas, o indicador de importações avançou 6,3% na passagem de setembro para outubro. As exportações cresceram 1,2% na mesma comparação.

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