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Fábio Gallo
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Investir em biotecnologia? E o risco?

Comprar ações deste tipo de negócio significa aceitar alto grau de risco; volatilidade de preço dessas empresas é grande

Fábio Gallo, O Estado de S.Paulo

21 de setembro de 2020 | 05h00

Alguns dos episódios muito traumáticos de nossa história acabaram trazendo também avanços tecnológicos. Agora, estamos assistindo a uma verdadeira corrida, em âmbito mundial, de busca de uma vacina contra a covid-19. Essa busca tem chamado a atenção para as empresas de biotecnologia e, assim, a possibilidade de investimentos nessas empresas.

Na verdade, nas últimas duas décadas, o rápido crescimento e potencial de alta taxa de retorno resultaram numa onda recente de interesse dos investidores em biotecnologia e fundos de hedge biotecnológicos. Por outro lado, investir nesse tipo de negócio significa aceitar alto grau de risco. A volatilidade de preço das ações dessas empresas é grande.

Abrir espaço nas carteiras de investimento para empresas biofarmacêuticas é sempre complicado. Os planos de desenvolvimento e planos clínicos podem não se concretizar, podem sofrer diferentes restrições dos órgãos reguladores. No entanto, um dos aspectos comuns entre as melhores empresas desse segmento é de manutenção de forte crescimento de lucros

 Essa indústria apresenta altos riscos, mas também grandes retornos. São empresas que, antes de obter lucro com avanços de novos tratamentos ou curas de doenças, usualmente passam por longos períodos, por vezes décadas, colocando dinheiro no negócio. Por isso, são muito dependentes de fundos de capital de risco.

Um dos maiores impulsos para os investidores é acompanhar no que essas empresas estão envolvidas, qual o próximo passo em biotecnologia. A indústria de biotecnologia nasceu na década de 1980 e, ao longo de sua história, foram vistos muitos sucessos, mas também fracassos em investimentos. Obviamente, isso nos levou a sermos mais críticos em relação ao segmento.

A Nasdaq mantém um índice dedicado a essa indústria, o NBI (Nasdaq Biotecnology Index), que, em 2020, apresenta um ganho de mais de 13% e em um ano está com rentabilidade em torno de 30%.

No entanto, atualmente, somente nos Estados Unidos existem mais de 500 empresas de biotecnologia, mas apenas aproximadamente 20 dessas 500 estão gerando lucro. O fato é que investir no setor de biotecnologia pode ser assustador.

Para os interessados e que tenham alto apetite a risco, uma maneira de investir nessa indústria sem ter de fazer muitas pesquisas sobre cada uma das empresas é aplicar recursos nos fundos dedicados ao setor, os ETFs (exchange traded fund). São fundos com carteiras dedicadas a empresas de determinados segmentos ou perfis.

Os fundos de hedge voltados para a área de saúde focados especificamente nos setores de assistência médica e biotecnologia são o que têm mais sucesso na previsão de quais medicamentos e empresas terão sucesso e quais irão falhar.

PROFESSOR DE FINANÇAS DA FGV-SP E DA PUC-SP

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