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Investir pelo Tesouro Direto fica mais fácil a partir de abril

Objetivo de parceria com a BM&F Bovespa é simplificar

, O Estadao de S.Paulo

24 de março de 2009 | 00h00

A venda de títulos do Tesouro Nacional a pessoas físicas vai ficar mais barata e fácil, num momento em que os pequenos investidores buscam novas alternativas de aplicação financeira. Em parceria com a BM&F Bovespa, o governo vai lançar em abril um pacote de medidas para tornar mais atrativo e popular o programa Tesouro Direto, que permite a compra de títulos públicos pela internet. Criado em 2002 para assegurar que pequenos poupadores tivessem acesso direto aos papéis federais (antes a compra só era feita via fundos de investimento), o programa ainda tem operação que exige várias etapas e é pouco estimulado pelos grandes bancos.Além da redução do valor da custódia dos títulos que os investidores são obrigados a pagar para a BM&FBovespa, as medidas vão desburocratizar o acesso dos investidores à compra dos papéis, permitindo-lhes operar o programa diretamente da página de seu banco ou corretora na internet (os chamados home brokers, que permitem a negociação eletrônica de ações e títulos). Os clientes poderão usar o mesmo login e senha de acesso da sua instituição financeira ou corretora. Hoje, os investidores fazem as compras na página do Tesouro na internet. Porém, eles têm de obter a senha de acesso na corretora ou no banco. Essa burocracia foi identificada como desestímulo aos investidores. A bolsa vai difundir tecnologia às corretoras, a partir de maio, para permitir a integração de sistemas.Atualmente, só o Banco do Brasil e o Itaú-Unibanco têm essa facilidade para seus correntistas. As corretoras, que têm taxas mais baratas de administração do programa (algumas com taxa zero) ainda não oferecem essa facilidade por causa do alto custo. Com a distribuição da tecnologia, mais corretoras vão poder facilitar a venda.Além disso, a BM&FBovespa vai estender os programas de popularização de ações, como o "Bovespa vai à praia", para vender títulos. A bolsa também vai oferecer um simulador para ajudar os investidores a escolher o melhor papel, conforme a necessidade. Se o objetivo, por exemplo, é comprar uma casa, o simulador vai apontar as melhores opções de compra. Segundo o secretário-adjunto do Tesouro, Paulo Valle, o Tesouro entra numa segunda fase de expansão depois da sua criação. "O produto é bom, mas ainda é pouco conhecido dos brasileiros", disse Valle. Adriana FernandesBRASÍLIA

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