IOF em derivativos foi medida ‘mais eficaz’ do governo, diz AEB

Para presidente da associação de comércio exterior, medida atinge especulação e afeta pouco a proteção (hedge) de exportadores

Reuters

27 de julho de 2011 | 13h02

A imposição de uma taxa sobre operações com derivativos cambiais foi a medida "mais eficaz" até agora para frear a queda do dólar, disse nesta quarta-feira o presidente em exercício da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), José Augusto de Castro.

"Todas as demais foram medidas, digamos, paliativas. Essa alcançou a causa do problema, não o efeito. No fundo, ela desarma indiretamente a especulação que distorcia o mercado", disse ele, em entrevista por telefone à Reuters.

O dólar subia quase 2 por cento nesta quarta-feira após o governo impor uma taxação de 1 por cento sobre as operações de derivativos cambiais feitas por investidores no país.

A moeda norte-americana vinha sendo negociada nos menores níveis em mais de 12 anos, aumentando a preocupação do governo com a competitividade das exportações brasileiras.

Castro minimizou o efeito que o novo imposto possa ter sobre as operações de hedge por exportadores. "Pode afetar um pouco, mas (a medida) atinge basicamente a especulação."

A jornalistas, o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Nelson Barbosa, admitiu que o IOF pode ter custo para os exportadores, ainda que "pequeno", e afirmou que a medida pode ser ajustada no futuro se for necessário.

(Reportagem de Silvio Cascione)

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