IOF maior não inibe procura por crédito

Apesar da decisão do governo de elevar para 3% ao ano, a partir de abril, a alíquota do IOF sobre as operações de crédito da pessoa física, a arrecadação com esse tributo cresceu 70,76% em junho

Agência Estado,

19 de julho de 2011 | 11h26

Apesar da decisão do governo de elevar para 3% ao ano, a partir de abril, a alíquota do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) sobre as operações de crédito da pessoa física, a arrecadação da Receita Federal com esse tributo cresceu 70,76% em junho de 2011 na comparação com o mesmo mês do ano anterior. O resultado demonstra que a medida não foi suficiente para desestimular a contratação de crédito por pessoas físicas.

 

O governo tem anunciado várias medidas para reduzir a procura por crédito. O objetivo é conter o consumo e, com isso, reduzir a pressão de alta sobre a inflação. Ontem, um novo setor foi alvo das ações do governo. O Banco Central limitou o uso do cartão para o crédito consignado. A medida restringiu operações com prazo de três anos, modalidade muito usada por aposentados.

Veja abaixo todas as medidas adotadas pelo governo desde o dia 3 de dezembro de 2010 para restringir o crédito:

- Maior exigência de capital dos bancos quando financiam a compra de veículos com prazos superiores a 24 meses e acima de 36 meses para operações de crédito consignado.

- Aumento no recolhimento compulsório sobre depósitos à vista e a prazo.

- Instituição de recolhimento compulsório sobre excesso de exposição cambial de bancos (medida cambial, mas que tem impacto indireto no crédito, já que busca reduzir a oferta de dinheiro no País).

- Aumento no pagamento mínimo de faturas do cartão de crédito para 15% da fatura a partir de junho e 20% a partir de dezembro).

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