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IOF não muda perspectiva para Ibovespa em 2009, diz analista

Para Ricardo Martins, da corretora Planner, 'não são 2% que vão impedir o acesso ao nosso mercado financeiro'

Lucinda Pinto, da Agência Estado,

26 de outubro de 2009 | 14h23

Uma semana depois do susto provocado pela decisão do governo de taxar o capital estrangeiro com IOF, especialistas mantêm suas estimativas para o comportamento do Ibovespa neste ano. O gerente de pesquisa da corretora Planner, Ricardo Martins, mantém sua previsão para o Ibovespa ao final de 2009 em 63.922 pontos, abaixo do nível atual da bolsa, que opera nesta segunda-feira acima dos 65 mil pontos. A estimativa foi elevada em agosto, quando a previsão da Planner era de 44 mil pontos - o que considerava, portanto, uma alta de apenas 16% ao longo do ano, bem menor do que a nova projeção, de um ganho perto de 70%. "Agora, não estamos confortáveis em mudar essa projeção", afirma.

 

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Segundo Martins, qualquer alteração na projeção para o rumo da bolsa paulista pode ser feita após a análise dos balanços referentes ao terceiro trimestre, que estão sendo divulgados. O IOF, para ele, não justifica uma mudança no cenário. "Não são 2% que vão impedir o acesso ao mercado. Com o cenário otimista que estamos enxergando, não há motivo para o estrangeiro deixar de ingressar no mercado", afirma. Para ele, a perda de fôlego observada na bolsa nesta última semana, período em que o índice recuou 1,72%, deve ser entendida como uma correção. "Por fundamentos, a bolsa está muito bem paga", explica. As condições macroeconômicas positivas podem levar investidores a buscarem valores ainda mais altos. "Mas qualquer mudança no cenário depende agora dos resultados das empresas no terceiro trimestre", reforça.

 

Para o economista-chefe da Ágora Corretora, Álvaro Bandeira, a discussão para a bolsa agora já deve estar focada no desempenho de 2010, porque, para 2009, a trajetória parece estar consolidada. Sua estimativa para o Ibovespa ao final do ano varia entre 67 mil e 69 mil pontos. E, para 2010, as previsões começam a ser analisadas e, inicialmente, situam-se entre 75 mil e 80 mil pontos. "Não há razão para mudar as projeções. O IOF não muda a tendência dos mercados. Ele pode até atrasar um pouco os movimentos, pode provocar alguma migração para Nova York, mas se a recuperação econômica mundial é para valer e o Brasil está nessa rota, a valorização vai continuar", afirma. Ele destaca, entretanto, que a bolsa pode reduzir o ritmo de ganhos a partir do ano que vem - o que explica a previsão de uma valorização ao redor de 15% em 2010 para o Ibovespa. "Não tem o mesmo espaço que tinha para subir nesse ritmo por mais um ano", afirma.

 

IPOs

 

A cobrança de IOF do investidor estrangeiro, que tem comprado cerca de 75% das emissões de ações realizadas nos últimos anos, pode atrasar também a onda de IPOs. Mas, para Martins, a falta de oportunidades de ganhos na renda fixa - que, inclusive, será penalizada pela taxação do capital estrangeiro - deve garantir o apetite por papéis de empresas. "Há muitas empresas na mira, em processo de preparação para chegar ao mercado. Acredito que, se não houver nenhuma surpresa, as empresas continuarão chegando à bolsa", afirma Martins.

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