Charles Platiau/Reuters
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iPad 2 chega amanhã, com poucas unidades

Varejistas estão preocupados, pois a Apple trouxe menos aparelhos do que na estreia da versão anterior do tablet

Filipe Tavares Serrano e Renato Cruz, O Estado de S.Paulo

26 de maio de 2011 | 00h00

O iPad 2 chega mesmo amanhã às lojas brasileiras. Os varejistas, no entanto, estão preocupados com a pequena quantidade do produto trazida pela Apple ao País.

 

Segundo fontes do mercado, vieram menos unidades que no lançamento da versão anterior, e o iPad 2 pode acabar antes de terminar o primeiro dia de vendas. Houve varejistas que receberam somente de 200 a 300 unidades, para toda a rede.

 

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A partir da meia-noite de hoje, o iPad 2 começará a ser vendido no Shopping Iguatemi, em São Paulo, na Apple Online Store e em varejistas virtuais. Além do Brasil, o tablet será lançado amanhã em países como Índia, Rússia, Ucrânia e Chile.

Na noite de terça-feira, revendedoras da Apple, Saraiva e Fast Shop, publicaram em seus sites os preços oficiais do aparelho.

Assim como em todos os países em que lançou o iPad 2, a Apple vai manter o mesmo preço cobrado anteriormente pelo primeiro modelo no Brasil, a partir de R$ 1.650.

A versão mais simples custará R$ 1.649, com Wi-Fi e espaço de armazenamento de 16 gigabytes (GB). A versões de 32 GB e 64 GB, também apenas com conexão Wi-Fi, custarão R$ 1.899 e R$ 2.199 respectivamente.

Já os modelos com conexão 3G são mais caros e custam R$ 2.049 (16 GB), R$ 2.299 (32 GB) e R$ 2.599 (64 GB). Os valores são à vista e não incluem eventuais pacotes de dados 3G de operadoras para acessar a internet usando o tablet.

Preço alto. O modelo mais simples do iPad 2 é 103,38% mais caro no Brasil do que nos Estados Unidos, onde ele é vendido por US$ 499 (R$ 810,78), segundo o preço oficial da Apple.

Na segunda-feira, o governo federal publicou a medida provisória 534 que tenta mudar essa diferença, zerando a alíquota dos impostos PIS e Cofins para tablets produzidos no Brasil, o que impactaria em uma redução de 31% no preço final.

O governo ainda precisa publicar uma portaria interministerial para incluir a cadeia de produção dos tablets no Processo Produtivo Básico (PPB) reduzindo o IPI de 15% para 3%. Os incentivos fiscais devem fazer o preço dos tablets diminuir 36% para o consumidor final, desde que 20% das peças usadas sejam produzidas no Brasil.

Como a Foxconn, montadora dos produtos da Apple, ainda não iniciou a produção no País, o iPad 2 deve demorar para se beneficiar das medidas do governo. E mesmo com os benefícios propostos, o valor reduzido - por volta de R$ 1.055 - ainda deve ficar acima do preço cobrado dos consumidores nos Estados Unidos.

Novidades. Além de ter também uma versão branca, o iPad 2 inclui duas câmeras, uma frontal e outra traseira que permitem tirar fotos, filmar e fazer videochamadas usando o aplicativo FaceTime.

Ele também é mais fino e mais leve. Uma capa especial - apelidada de Smart Cover e vendida separadamente - pode ser usada como apoio para assistir a filmes ou digitar.

Mais caro

103,38%

mais caro é o iPad 2 brasileiro, quando comparado ao americano. Aqui, o modelo mais barato sai por R$ 1.649, comparado a US$ 499 (R$ 810,78) por lá

PARA ENTENDER

Mais opções de tablets

A disputa pelo mercado brasileiro de tablets está só começando. Os equipamentos ainda têm preço alto no País, mas as medidas de desoneração devem torná-los mais acessíveis. Grandes fabricantes de computadores e de celulares preparam seus modelos.

Atualmente, além do iPad, estão no mercado aparelhos como o Galaxy Tab, da Samsung; o V9, da ZTE; o Xoom, da Motorola; e o MyPad, da Semp Toshiba. Todos usam o sistema Android, do Google.

Outras companhias, como a Positivo Informática, Acer e a Lenovo, preparam seus lançamentos para os próximos meses. O governo considera os tablets importantes para ampliar o acesso à internet.

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