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IPC da terceira idade fecha 2005 em 5,05%

O Índice de Preços ao Consumidor da Terceira Idade (IPC-3i), que mede o patamar de inflação dos idosos, subiu 1,54% no quarto trimestre de 2005, segundo informou a Fundação Getúlio Vargas (FGV). No terceiro trimestre do ano passado, o IPC-3i registrou deflação de 0,19%. Segundo a FGV, com o resultado do último trimestre do ano passado, o indicador fechou o ano com alta de 5,05%. De acordo com o economista da FGV, André Braz, este é o menor nível desde 1998, quando os preços para o consumidor da terceira idade subiram 2,96%.Braz considerou que o resultado foi favorável em comparação com o IPC-3i em 2004, quando a inflação do idoso fechou o ano com alta 6,58%. Segundo ele, houve expressivo impacto de aumentos nos preços dos administrados na inflação do consumidor da terceira idade, mas que foram contidas, em parte, por quedas nos preços dos alimentos.Em 2005, as cinco principais altas de preços entre os consumidores da terceira idade foram registradas em plano e seguro saúde (11,72%); tarifa eletricidade residencial (7,30%); taxa de água e esgoto (15,01%); tarifa de telefone residencial - assinatura e pulsos (5,53%); e tarifa de ônibus urbano (14,26%). "Esses produtos representam 37% da taxa total do IPC-3i de 2005", disse.Braz informou ainda que, ao analisar a série histórica do índice, que começa em 1994, é possível notar que o idoso sofre mais com inflação alta do que o consumidor médio. De acordo com ele, a taxa acumulada do IPC-3i de 1994 a 2005 registra alta de 242,61% - sendo que, a taxa acumulada do IPC-Brasil acumula elevação de 190,14% no mesmo período."Ao se comparar as duas taxas, podemos dizer que os preços para o idoso sobem 2,02% ao ano a mais do que para o consumidor médio", diz Braz. Isso porque os preços controlados têm registrado freqüentes aumentos no período, e as tarifas têm maior peso na formação da inflação do idoso - principalmente às relacionadas ao setor de saúde.

Agencia Estado,

06 de janeiro de 2006 | 10h52

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