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IPC de 0,05% eleva projeção para mês

Coordenador da Fipe revê previsão para inflação da cidade de SP de 0,13% para 0,34% em novembro

Flavio Leonel, O Estadao de S.Paulo

23 de novembro de 2007 | 00h00

O índice de Preços ao Consumidor (IPC) que mede a inflação na cidade de São Paulo apresentou variação de 0,05% na segunda quadrissemana de novembro, segundo a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe). O indicador subiu ligeiramente em relação à primeira medição do mês (0,02%) e veio dentro das previsões dos analistas ouvidos pela Agência Estado, que iam de -0,04% a 0,08%. O coordenador do IPC, Márcio Nakane, elevou ontem a previsão para a inflação de novembro na cidade de São Paulo. Segundo ele, o indicador da Fipe chegará ao fim do mês com alta de 0,34%, mais do que o dobro da estimativa anterior do instituto, de 0,13%. Se confirmado, o resultado também representaria uma aceleração significativa ante o IPC da segunda quadrissemana do mês. "Apesar da estimativa maior, ainda é um número tranqüilo para a inflação", disse o coordenador. Para o ano, Nakane manteve a previsão em 3,6%.Segundo ele, a modificação na projeção do mês foi motivada basicamente pela expectativa de alta mais forte nos preços dos grupos Alimentação e Transportes. Para o primeiro segmento, ele elevou a previsão de 0,5% para 1,4%. Para o segundo, de 0,14% para 0,4%. Na segunda quadrissemana do mês, o grupo Alimentação interrompeu uma seqüência de dez desacelerações de alta consecutivas, passando de uma elevação de 0,2%, na primeira medição do mês, para 0,62%, por causa das variações nos subgrupos Semi-elaborados (de -0,45% para 0,87%) e Produtos In Natura (de 2,09% para 2,42%). De acordo com Nakane, um item (o feijão), que subiu 19,72% no período, e um segmento (de carne bovina), que avançou 3,63%, devem continuar, ao lado dos alimentos in natura, puxando o grupo para cima, enquanto o leite longa vida, que caiu 10,81%, deverá aliviar menos a inflação. Quanto aos Transportes, a Fipe apurou que o grupo passou de alta de 0,07% para 0,13% entre a primeira e a segunda pesquisas de preço de novembro, por causa do início da alta do preço do álcool na capital paulista. Para Nakane, essa movimentação no preço do combustível, que subiu 1,8% na segunda quadrissemana, deve continuar ao longo do mês. Outro grupo que mereceu a atenção do coordenador foi o de Habitação. Entre o primeiro e o segundo levantamentos de novembro, o grupo ampliou a queda, de 0,21% para 0,39%, por causa do item energia elétrica, que caiu 5,73% com a menor incidência de PIS-Cofins na tarifa. Para Nakane, esse impacto deverá perder força na seqüência do mês e fazer com que o grupo Habitação fique estável (variação zero) no fim de novembro. "Há dois processos bem distintos. Porém, o que tem puxado o IPC para baixo não são fatores permanentes", destacou o coordenador.

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