IPC de até 6% se gasolina subir

Se até o fim de novembro o governo decidir pelo reajuste dos combustíveis ainda este ano, restará pouco efeito do aumento a ser absorvido pelos Índices de inflação de 2001. Havendo aumento até dezembro, a previsão do coordenador do Índice de Preços ao Consumidor (IPC) da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas da USP (Fipe), Heron do Carmo, é de que o Índice feche o ano entre 5,5% e 6%. Sem o reajuste, a alta do custo de vida medido pela Fipe será de até 5,5% em 2000.Em outubro, segundo os cálculos do economista, o IPC deverá ficar em torno de 0,4%. Pouco acima do Índice registrado em setembro por conta dos aumentos previstos para o vestuário, com a entrada da coleção primavera/verão, e para a carne bovina, que passa por período de entressafra.No mês passado, o IPC registrou os últimos efeitos dos reajustes nas tarifas públicas, incluindo contribuição de 0,1 ponto porcentual pelos aumentos da energia elétrica, telefone fixo e telefone celular. O grupo vestuário também apresentou alta, passando de 0,08% na terceira quadrissemana para 0,58% no fechamento do mês. Ainda em setembro, dos 506 subitens avaliados pela pesquisa da Fipe, 273 (ou 54%) apresentaram variações próximas de zero (entre -1% e 1%). "Isso comprova que a inflação volta a aproximar-se de seu núcleo", diz Heron.

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