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IPC deve ficar estável em julho, diz Fipe

O coordenador do IPC-Fipe, Paulo Picchetti, estima que a inflação na cidade de São Paulo apresente estabilidade em julho, depois de registrar deflação de 0,20% no mês passado. Ele fez este prognóstico hoje, apesar de já ter conhecimento de que reajustes de algumas tarifas públicas contribuirão com a inflação do período em 0,10 ponto porcentual.Segundo cálculos de Picchetti, os preços dos planos de assistência médica terão participação de 0,03 pp no custo de vida deste mês. A contribuição do aumento das passagens de transporte para fora da cidade também representará 0,03 pp. A conta de telefone fixo contribuirá com 0,02 pp e o pedágio com 0,01 pp. O reajuste do preço do gás encanado e dos cartões de telefone, juntos, também representarão 0,01 pp.A grande incógnita de Picchetti refere-se ao reajuste de energia elétrica, que, em São Paulo, segundo divulgou a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), ficará em 2,12%, em média, na região cuja concessionária é a Eletropaulo. "Checamos com a Aneel, no entanto, e ninguém nos soube informar, por enquanto, se esse reajuste ficará positivo ou negativo, em torno de 2%", comentou.Se o primeiro caso for confirmado, o impacto para o IPC será de 0,01 pp em julho. No segundo caso, a contribuição ficará em -0,01 pp. "É muito pouco e podemos perceber que a inflação de julho não nos trará muitos problemas", explicou.Apesar deste impacto já conhecido, Picchetti salientou que o mês ainda registrará uma pressão muito forte de queda dos preços agrícolas. "Nas pontas ao consumidor, ainda observamos variações negativas, mas Alimentação deve se estabilizar ao final do mês."Por este motivo, ele acredita que a inflação deste mês fique próxima a zero. "Podemos até ver deflação, mas, se isto ocorrer, será bem pequena. A grande chance é de uma inflação mínima no período", opinou.

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