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IPC deve ser de 0,60% em dezembro, aponta Fipe

O coordenador do IPC-Fipe, Paulo Picchetti, projetou a inflação na capital paulista para dezembro em 0,60%. De acordo com seus cálculos, o aumento da gasolina concedido no último dia 26 pela Petrobras para as refinarias será responsável por praticamente metade do índice do período. Ele estima que o impacto desse combustível seja de 0,26 ponto porcentual divido em 0,14 pp de pressão direta e em 012 pp de indireto.Para o último mês do ano, Picchetti também espera uma contribuição de 0,05 ponto relativo ao aumento dos preços dos cigarros da marca Phillip Morris, que entrou em vigor na última quarta-feira, 1, e também a um quarto do aumento concedido pela Souza Cruz no mês passado.Ainda para dezembro, o coordenador estima uma participação de 0,06 pp na composição do IPC-Fipe vinda da conta de telefonia fixa em função da segunda parcela da diferença entre o IPCA, que corrigiu o serviço no ano passado, e o IGP-DI, indicador oficial de reajuste de telefonia. Segundo ele, a variação da telefonia em dezembro será de 2,52%. Na contramão destas altas previstas para este mês, haverá um benefício para a inflação em razão do fim da cobrança da taxa do seguro apagão nas contas de energia elétrica.Industrializados e ComercializáveisTambém segundo Picchetti, o índice dos preços industrializados do IPC-Fipe, que apresentou alta de 0,70% pela segunda consecutiva - na terceira quadrissemana e no fechamento de novembro -, deve continuar próximo a este patamar nos próximos levantamentos da Fundação. "Os preços industrializados continuarão contando a história da inflação em São Paulo", afirmou. Cálculos feitos pelo coordenador mostram que a média de repasse verificada nos últimos, em torno de 70%, agora está mais próximo de 80%. Já em relação ao índice de itens comercializáveis, que cedeu de 0,67% na terceira parcial do mês para 0,64% no fechamento, a desaceleração decorre, essencialmente, da queda do câmbio. No mesmo período de comparação, o índice dos preços monitorados passou de 1,15% para 1,03% e o dos administrados, de 0,46% para 0,42%, em função da saída das tarifas públicas do indicador.

Agencia Estado,

03 de dezembro de 2004 | 12h18

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