IPC-Fipe acelera com Transportes e fecha o ano em 2,55%

O Índice de Preços ao Consumidor da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (IPC-Fipe), que mede a inflação na cidade de São Paulo, encerrou dezembro em alta de 1,04%, impulsionada pela alta no preço dos Transportes, reflexo dos reajustes das tarifas na Capital, que entraram em vigor a partir de 31 de novembro. O resultado é o mais alto do ano e o maior desde fevereiro de 2003, quando apresentou elevação de 1,61%. Em 2006, o IPC-Fipe acumulou alta de 2,55%, o menor índice anual desde 1998, quando registrou deflação de 1,79%. A inflação anual na capital paulista vem mostrando queda de aproximadamente 2 pontos porcentuais ao ano desde 2003. Naquele ano, o IPC-Fipe acumulou alta de 8,18% de janeiro a dezembro. No mesmo período do ano seguinte, a taxa apresentada foi de 6,56%. Em 2005, a inflação de São Paulo subiu 4,53% e, no ano passado, 2,55%.O grupo Transportes fechou o mês de dezembro com alta expressiva de 4,73%, após aceleração de 3,83% na terceira pesquisa do mês, e variação de apenas 0,21% em novembro. Despesas Pessoais registrou taxa de 1,53% ante alta de 1,63% na terceira prévia e de 0,76% em novembro. Vestuário, que avançou 0,7% em dezembro, havia registrado variação de 0,5% no terceiro levantamento e de apenas 0,04% no fechamento de novembro. O item Habitação teve variação de apenas 0,17% em dezembro, de 0,1% na terceira prévia, e de 0,06% em novembro.Educação repetiu a alta de 0,05% no fechamento e na terceira prévia de dezembro. Em novembro, registrou variação de 0,1%. O grupo Saúde subiu 0,46% no mês, 0,17% na terceira quadrissemana e 0,29% em novembro. Alimentação fechou dezembro com deflação de 0,07%. Houve deflação também na terceira pesquisa (0,12%), e alta de 1,08% em novembro.Terceira IdadeO Índice de Preços ao Consumidor da Terceira Idade (IPC-3i), que mede a inflação entre a população idosa, subiu 0,86% no quarto trimestre de 2006, segundo informou a Fundação Getúlio Vargas (FGV). No terceiro trimestre, o IPC-3i teve alta de 0,50%. No ano de 2006, o IPC-3i acumula alta de 2,26%, superior à apresentada pelo IPC-BR, que mede a inflação no varejo em todas as faixas etárias e subiu 2,06% no mesmo período.De acordo com a fundação, as maiores contribuições para a alta do indicador no quarto trimestre partiram das elevações de preços, no período, nos grupos Alimentação (0,89%) e Transportes (2,49%). Os itens que mais influenciaram esses aumentos nos grupos foram, respectivamente, carnes bovinas (6,20%) e transporte público urbano (8,84%).No ano, as maiores contribuições para a elevação de preços medida pelo IPC-3i em 2006 foram as elevações de preços, no período, em Saúde e Cuidados Pessoais (6,23%); Habitação (1,80%) e Transportes (6,03%). Respectivamente, os aumentos que mais influenciaram essas taxas de aumento nessas três classes de despesa foram plano e seguro saúde (11,20%); taxa de água e esgoto residencial (6,84%); e ônibus urbano (10,71%). De acordo com comunicado da instituição, "das cinco principais influências positivas sobre o IPC-3i, em 2006, três foram provenientes de preços administrados, que responderam por 44% da taxa acumulada do ano".O IPC-3i representa o cenário de preços em famílias com pelo menos 50% dos indivíduos de 60 anos ou mais de idade, e renda mensal entre 1 e 33 salários mínimos.Matéria alterada às 11h10 para acréscimo de informações

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