IPC-Fipe assusta e reforça previsão de Selic estável

Inflação registrada na cidade de São Paulo em novembro é a maior para o mês desde 2004

Agência Estado,

05 de dezembro de 2007 | 10h48

A inflação registrada pelo Índice de Preços ao Consumidor (IPC) em novembro, de 0,47%, foi a maior taxa para o mês desde 2004, quando o indicador da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) subiu 0,56%. A informação consta do histórico de inflação da instituição, que apura o IPC na cidade de São Paulo desde 1939. A taxa divulgada nesta quarta-feira, 5, também é a mais alta desde junho de 2007, quando a inflação atingiu 0,55%. A divulgação do índice, em conjunto com o IGP-DI - que também registrou aceleração - e com o recorde da produção industrial, consolidou no mercado a idéia de que a volta da queda da taxa básica de juros do País, a Selic (atualmente em 11,25% ao ano) não acontecerá tão cedo. Nesta quarta, o Comitê de Política Monetária decide o futuro da taxa. O noticiário ofereceu ao mercado a equação ideal para tomar juros futuros. Diante da constatação, o jeito é aumentar posições compradas, movimento que pressiona toda a curva de juros, em alguns casos de forma até exagerada. Justamente em um dia em que o mercado estaria naturalmente disposto a arriscar posições mais ousadas, por causa da decisão do Copom sobre a Selic. Operadores afirmam que investidores devem reduzir posições vendidas nos contratos com vencimentos em abril e julho de 2008, onde muita gente estava posicionada, apostando que a Selic poderia voltar a cair ao final do primeiro trimestre do ano que vem. Agora, com um conjunto de indicadores robustos divulgados ao longo da semana, é provável que o mercado jogue para um prazo mais longo essas apostas. Como o cenário ainda está nebuloso, o provável é que o movimento geral, inclusive nos contratos mais longos, leve à alta das taxas projetadas.

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