IPC-Fipe fecha 2007 em 4,38%, quase o dobro de 2006

Índice registra variação de 0,82% em dezembro, a maior taxa mensal do ano, puxado por alimentos

Eulina Oliveira e Flavio Leonel, da Agência Estado,

04 de janeiro de 2008 | 07h04

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) calculado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) fechou 2007 com variação de 4,38%, após subir 0,82% em dezembro. O resultado é quase duas vezes o índice registrado em 2006, de 2,55%, mas ficou dentro das expectativas dos analistas, que variavam de 4,27% a 4,53%.  Em relação aos outros anos da década, o IPC da Fipe, só não foi menor que no ano anterior. Em 2005, o indicador de inflação acumulou alta de 4,53%. Em 2004 e 2003, apresentou variações de 6,56% e de 8,18%, respectivamente. Em 2002, a inflação paulistana atingiu uma taxa de 9,90% e, no ano anterior, acumulou alta de 7,13%. Dezembro A inflação registrada pelo Índice de Preços ao Consumidor (IPC) em dezembro, de 0,82%, foi a maior taxa mensal na cidade de São Paulo desde o mesmo mês de 2006, quando o indicador da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) subiu 1,04%. A informação consta do histórico de inflação da instituição, que apura o IPC na cidade de São Paulo desde 1939.  O índice da instituição saiu de uma alta de 0,47% em novembro e, na seqüência, avançou forte nas prévias de dezembro. Na primeira medição do mês passado, subiu 0,71%; na segunda, apresentou elevação de 0,84%; e, na terceira, chegou a 0,90% - a maior variação quadrissemanal desde a segunda medição de janeiro do ano passado, quando a taxa foi de 1%. O dado da terceira prévia de dezembro é tradicionalmente divulgado pela Fipe em conjunto com o fechamento do mês. Na variação por grupos, a alimentação foi o grande destaque de alta. No fechamento de dezembro, a taxa do grupo atingiu 2,02% ante alta de 1,75% de novembro e contribuiu com 0,46 ponto porcentual do IPC. A variação mensal foi a mais alta desde dezembro de 2002, quando o grupo havia subido 3,36%. A boa notícia é que, se comparada com a taxa das quadrissemanas de dezembro, a alta da alimentação, em sintonia com o comportamento do índice geral, apresentou uma desaceleração. O grupo variou 2,23% no primeiro levantamento do mês, avançou 2,37% na segunda medição e atingiu o pico na terceira quadrissemana, quando apresentou elevação de 2,44%. Quanto aos demais grupos, a habitação passou de uma queda de 0,15%, em novembro, para uma alta de 0,18% no mês passado; o de transportes subiu 0,53% ante 0,50% de novembro; Saúde variou 0,28% contra 0,63%; e educação apresentou alta de 0,10% ante 0,03%. Mereceram destaque os movimentos de elevação dos grupos despesas pessoais, de uma queda de 0,25% para uma alta de 1,18% entre novembro e dezembro; e vestuário, que subiu 0,94% ante 0,55% do mês anterior. 

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