IPC mostra inflação de 0,63% em outubro (0,84% em setembro)

Uma menor pressão dos alimentos e dos preços administrados fez com que a inflação medida pelo IPC-Fipe em outubro caísse para 0,63%, dentro das expectativas do mercado, que, segundo analistas consultados pela Agência Estado, mostravam a possibilidade de uma taxa entre 0,58% e 0,75%, menor que a variação de 0,84% apurada pelo mesmo índice em setembro. A maior pressão para o aumento de 0,63% no custo de vida do paulistano foi o preço da habitação, que subiu 1,16% no mês, seguido de perto por alimentos, que, mesmo caindo, ainda foi de 0,82%, vindo logo depois do item vestuário, com 0,51%. Analistas esperavam que essa inflação, considerada por eles como pontual, ocorresse, já que é resultante de reajustes sazonais de tarifas públicas, entressafra e valorização das commodities agrícolas, cujos preços são internacionais. Um exemplo é o preço das carnes, mas numa intensidade menor que a verificada em setembro. Também o grupo Habitação, em decorrência da tarifa de água e esgoto, pressionou o IPC-Fipe de outubro. O IPC-Fipe apresentou o seguinte comportamento na sua composição: habitação, 1,16%; alimentação, 0,82%; transporte, 0,20%; despesas pessoais, deflação de 0,07%; saúde, 0,20%; vestuário, 0,51%; educação, 0,03%; índice geral para o mês de outubro de 0,63%, abaixo dos 0,84% de setembro.

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