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Inflação do consumidor acelera em setembro e acumula alta de 9,65% em 12 meses, diz FGV

IPC-S, da Fundação Getulio Vargas, registrou alta de preços de 0,42% em setembro; no ano, inflação está em 7,66%

Karla Spotorno, O Estado de S. Paulo

01 de outubro de 2015 | 08h13

SÃO PAULO - A inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor - Semanal (IPC-S) acelerou para 0,42% em setembro ante 0,22% em agosto, informou nesta quinta-feira, 1º, a Fundação Getulio Vargas (FGV). O indicador acumula altas de 7,66% no ano e de 9,65% em 12 meses.

O IPC-S de outubro ficou dentro do intervalo das estimativas apuradas pela Agência Estado, que iam de 0,40% a 0,62%. A mediana era de 0,44%.

Das oito classes de despesas analisadas, cinco registraram acréscimo em suas taxas de variação de preços na passagem da terceira para a quarta quadrissemana de janeiro: Educação, Leitura e Recreação (0,05% para 0,33%), Alimentação (0,23% para 0,32%), Habitação (0,50% para 0,55%), Transportes (0,22% para 0,32%) e Vestuário (0,56% para 0,68%). No sentido contrário, registraram decréscimo os grupos Saúde e Cuidados Pessoais (0,66% para 0,56%), Despesas Diversas (0,19% para 0,14%) e Comunicação (0,29% para 0,22%). 

O grupo Educação, Leitura e Recreação foi o que mais contribuiu para a elevação da inflação. Nessa classe de despesa, a FGV destacou o comportamento do item salas de espetáculo, cuja taxa passou de -0,21% para 1,31%.

Os itens com as maiores influências de alta foram gás de bujão (4,72% para 8,66%), refeições em bares e restaurantes (0,55% para 0,61%), tarifa de ônibus urbano (0,21% para 1,19%), plano e seguro de saúde (apesar de ter ficado estável em 1,00%) e batata-inglesa (3,32% para 10,22%).

Já os cinco itens com as maiores influências de baixa foram cebola (-17,35% para -22,94%), tomate (apesar da menor deflação, que foi de -16,18% para -15,67%), mamão (papaya) (-13,74% para -13,20%), cenoura (-12,99% para -11,44%), leite tipo longa vida (-1,13% para -1,17%). 

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