IPC-S aponta deflação de 0,32% até 7 de setembro

O Índice de Preços ao Consumidor - Semanal (IPC-S) teve queda de 0,20% no período encerrado em 15 de setembro, ante deflação de 0,32% apurada no IPC-S anterior, de até 7 de setembro. A informação foi divulgada hoje pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). O resultado anunciado hoje ficou dentro das estimativas dos analistas ouvidos pela Agência Estado, que esperavam resultado entre -0,35% e - 0,13%, e abaixo da média das expectativas (-0,23%). De acordo com a FGV, a deflação menos intensa no indicador foi causada principalmente pela aceleração de preços no grupo Transportes (de -0,08% para +0,40%). Esse grupo foi influenciado pela alta de preços no segmento combustíveis e lubrificantes (0,80%). Ainda segundo a FGV, o preço da gasolina, que sofreu aumento a partir do dia 10 de setembro, passou de queda de 0,58% para alta de 0,84%, na passagem do IPC-S de até 7 de setembro para o indicador anunciado hoje - o que contribuiu para elevar os preços do segmento de combustíveis. Outros grupos também contribuíram para a deflação menos intensa no IPC-S. Houve queda mais fraca nos preços de Alimentação (de -1,36% para -1,26%) e o aumento de preços no grupo Habitação (de 0,11% para 0,17%). Dos sete grupos que compõem o indicador, seis apresentaram aceleração de preços ou queda menos intensa. Além dos três já citados, é o caso de Vestuário (de -0,67% para -0,37%); Saúde e Cuidados Pessoais (de 0,38% para 0,46%); e Despesas Diversas (de -0,03% para +0,08%). O único grupo a apresentar recuo de preços, no mesmo período, foi o de Educação, Leitura e Recreação (de 0,15% para 0,09%). Por produtos, as altas de preços mais expressivas foram registradas em taxa de água e esgoto residencial (4,41%); gasolina (0,84%) e plano e seguro saúde (0,93%). Já entre as mais expressivas quedas de preço, por produtos, estão as deflações em batata-inglesa (de -14,93%); leite tipo longa vida (-3,33%) e manga (-11,03%).

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