IPC-S cai para 0,28% até 14/06

A inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S), calculado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), caiu proporcionalmente pela metade, de uma semana para outra. O IPC-S de 15 de maio a 14 de junho ficou em 0,28%, metade do resultado divulgado na semana anterior e apurado em 30 dias até 8 de junho, que foi de 0,57%. A inflação medida pelo índice caiu em em 11 das 12 capitais onde os preços são pesquisados e em todos os grupos de despesas. A maior queda já registrada pelo índiceA FGV considera que a queda foi a mais expressiva já registrada na série do IPC-S, iniciada este ano. A única capital onde a inflação não diminuiu foi Florianópolis. Mas nem por isso a inflação aumentou por lá. Na capital catarinense, o índice foi de 0,47%, idêntico ao divulgado na semana passada. Por tipos de despesas, o grupo de transportes aprofundou a deflação de 0,86% na pesquisa de até 8 de junho para 1,19% na mais recente. Essa queda foi influenciada pela continuidade da redução dos preços dos combustíveis, de 4,37% contra 3,44% na apuração anterior. A diminuição dos preços da gasolina e do diesel foi menor em relação aos resultados da pesquisa divulgada na semana passada, sugerindo, segundo a FGV, que começa a se esgotar o efeito da redução desses itens anunciada pela Petrobras em maio. No entanto, a redução de preços do álcool combustível se aprofundou, de 4,20% para 6,92%. O grupo de Alimentação mostrou estabilidade, com uma variação de 0,01% contra a de 0,35% na vez anterior. Nos demais grupos, os preços subiram, mas a uma velocidade menor. O grupo de Habitação, que junto com Transportes e Alimentação, forma o trio de maior peso, equivalendo a 72,03% do índice, foi o que teve maior desaceleração, com o ritmo dos aumentos caindo de 1,30% para 0,91%. A Eletricidade Residencial, com variação de 2,47%, foi a maior influência de alta, neste grupo e no IPC-S."Com o avanço da desaceleração, somente dois dos sete grupos ainda estão com taxas de variação mensal acima de 1%: Vestuário (1,08%) e Despesas Diversas (1,06%). Mesmo estes, se mantiverem o ritmo de desaceleração, chegarão à próxima apuração com taxas inferiores a 1%", segundo a FGV. A menor desaceleração foi observada no grupo de Saúde e Cuidados Pessoais, que caiu de 0,48% para 0,46%.

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