IPC-S confirma queda da deflação e sobe para 0,21%

A inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) comprovou a tendência de alta do levantamento da última semana (0,06%) e voltou a subir no período encerrado em 7 de agosto. Conforme divulgou nesta terça-feira a Fundação Getúlio Vargas (FGV), a variação foi de 0,21% - resultado dentro das estimativas de analistas de mercado financeiro ouvidos pela Agência Estado, que esperavam algo entre 0,05% e 0,28%. Assim como na pesquisa anterior, a aceleração na alta dos preços foi resultado da valorização mais intensa nos produtos do grupo Alimentação (de 0,14% para 0,85%). Além disso, dos sete grupos que compõem o indicador, quatro - além do já citado - registraram aceleração ou deflação menos intensa de preços: Habitação, Educação, Leitura e Recreação e Transportes. Os setores de Saúde e Cuidados Pessoais e Vestuário, por sua vez, tiveram desaceleração ou deflação de preços. Já Despesas Diversas registrou a mesma taxa de elevação apurada na quadrissemana anterior (0,05%). Produtos Por produtos, as maiores altas foram registradas nos preços de mamão da amazônia - papaya (70,01%); manga (26,29%) e plano e seguro saúde (0,71%). As mais expressivas quedas ficaram a cargo da batata-inglesa (-10,12%); tomate (-10,22%) e tarifa de eletricidade residencial (-0,50%). Aceleração deve continuar A aceleração na taxa do IPC-S deve continuar, no próximo resultado do indicador, que será referente à quadrissemana encerrada em 15 de agosto. A avaliação é do economista da FGV André Braz. Ele explicou que o próximo resultado do indicador será pressionado pelos recentes reajustes em preços administrados importantes, como tarifa de água e esgoto; pedágio na Via Dutra; e metrô no Rio de Janeiro. No caso da taxa de água, essa tarifa já começou a mostrar aceleração, na passagem do IPC-S de até 31 de julho para o indicador de até 7 de agosto (de 0,26% para 0,37%). "A taxa de água vai continuar a puxar para cima o indicador. A influência desse reajuste (no IPC-S) ainda não terminou e deve continuar a pressionar o indicador, ao longo de agosto", disse. Entretanto, o economista comentou que há uma possibilidade de o IPC-S registrar taxa menor, na próxima apuração, do que a taxa anunciada hoje (0,21%). Se o mamão da amazônia - papaya, um alimento in natura cujo comportamento de preço é volátil, registrar uma "reviravolta" de preços, e desacelerar drasticamente, isso pode contribuir para uma taxa do IPC-S mais baixa, na próxima quadrissemana. Segundo Braz, o mamão representa 0,31% dos gastos totais das famílias com alimentação, no âmbito do IPC-S. Este texto foi atualizado às 16h09.

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