IPC-S fica em 0,20% até 15 de maio

O Índice de Preços ao Consumidor - Semanal (IPC-S) de até 15 de maio subiu 0,20%, ante alta de 0,42% apurada no IPC-S anterior, de até 7 de maio. O dado foi divulgado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). A taxa anunciada hoje ficou abaixo do piso das estimativas dos analistas financeiros ouvidos pela Agência Estado, que esperavam um resultado entre 0,37% a 0,48%, e abaixo da mediana das expectativas (0,41%). De acordo com a FGV, a desaceleração de preços no grupo Alimentação (de 0,55% para 0,06%), na passagem do IPC-S de até 7 de maio para o indicador de até 15 de maio, foi o principal motivo da taxa menor do indicador. Ainda segundo a fundação, essa elevação menos intensa nos preços dos alimentos foi "responsável por mais da metade do recuo (do IPC-S)", de acordo com comunicado da instituição. Dos sete grupos que compõem o indicador, seis registraram desaceleração ou até deflação mais intensa de preços, na passagem do IPC-S de até 7 de maio para o indicador de até 15 de maio. Além de Alimentação, é o caso de Vestuário (de 1,40% para 0,79%); Saúde e Cuidados Pessoais (de 1,03% para 0,96%); Educação, Leitura e Recreação (de -0,42% para -0,50%); Transportes (de 0,25% para -0,10%); e Despesas Diversas (de 0,19% para 0,08%). O único grupo a registrar aceleração de preços no período foi o de Habitação (de 0,30% para 0,32%). Por produtos, as altas de preços mais expressivas no IPC-S de até 15 de maio foram registradas nos preços de tomate (17,11%); empregada doméstica mensalista (3,52%) e leite tipo longa vida (2,77%). Já as mais expressivas quedas de preço foram verificadas nos preços de álcool combustível (-7,40%); laranja pêra (-12,18%) e batata-inglesa (-5,17%).

Agencia Estado,

16 de maio de 2006 | 10h04

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