IPC-S perde força em SP com alta menor de alimentos

As taxas de inflação menos intensas em alimentos in natura de peso no varejo, como o tomate (de 46,71% para 27,23%) e o limão (de 152,75% para 79,59%), conduziram à desaceleração do Índice de Preços ao Consumidor - Semanal (IPC-S) na cidade de São Paulo, informou hoje a Fundação Getúlio Vargas (FGV). Entre a segunda e a terceira quadrissemana de setembro, o IPC-S passou de 0,76% para 0,49% na capital paulista.

ALESSANDRA SARAIVA, Agencia Estado

24 de setembro de 2009 | 12h54

Segundo o economista da Fundação Getúlio Vargas (FGV) André Braz, houve também uma desaceleração nos preços de hortaliças e legumes (de 8,73% para 5,97%) e de frutas (de 23,62% para 13,91%) na cidade. "Não é que todos os alimentos in natura estejam com os preços em desaceleração. (São) somente os de maior peso no cálculo do índice", explicou Braz. De acordo com o economista, os preços dos produtos subiram muito devido à menor oferta no mercado interno - uma redução influenciada por problemas climáticos. Porém, o nível de aumento de preços parece ter atingido seu auge e, agora, a taxa de inflação destes itens começa a desacelerar.

Para Braz, o movimento de desaceleração de preços dos alimentos in natura de peso deve prosseguir nas próximas quadrissemanas. "Aliás, é preciso dizer que o que ocorreu com estes (alimentos) in natura em São Paulo ocorreu praticamente em todas as principais capitais do País", afirmou. Como São Paulo é a cidade de maior peso no cálculo do IPC-S, entre as sete pesquisadas, o desempenho do IPC-S completo pode continuar a mostrar taxas de inflação menos intensas nas próximas apurações.

Braz observou ainda que a continuidade na desaceleração de preços em produtos como tomate e limão pode ajudar a conter o impacto do reajuste de telefonia fixa nas sete capitais pesquisadas. "O reajuste anunciado no último dia 16 de setembro deve ser em torno de 1%, e sua influência será de 0,04 ponto porcentual no IPC-S de até 15 de outubro, quando ocorrerá o auge da influência do reajuste", esclareceu o economista.

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