IPC-S pode subir, diz economista da FGV

O economista da Fundação Getúlio Vargas (FGV) André Braz admitiu a possibilidade de o próximo Índice de Preços ao Consumidor - Semanal (IPC-S), de até 30 de junho, subir um pouco ante o registrado na taxa anunciada hoje, de 0,04%. Ele comentou que essa variação próxima de zero é "fora do padrão", para o que realmente está acontecendo no varejo, e influenciada por alguns fatores transitórios - como a volatilidade de preços em hortaliças e legumes, por exemplo. "Pode ser que a taxa suba um pouco, mas não vai ficar muito distante desse patamar (de 0,04%)", disse. Além disso, ele lembrou que nas últimas divulgações do Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M), os alimentos in natura no atacado começaram a mostrar alguma aceleração de preços, o que pode puxar para cima os preços dos alimentos no varejo, futuramente. Ele comentou que, no caso específico de Alimentação é provável que os preços no setor permaneçam negativos no curtíssimo prazo. "Mas no médio e no longo prazos é mais complicado fazer uma previsão". Para a próxima divulgação, o economista não acredita em queda mais intensa, em Alimentação, do que a taxa negativa de 0,62% registrada no IPC-S de até 23 de junho."Acredito que não haja mais espaço para os preços em alimentação ficarem mais negativos", disse, considerando que o grupo pode continuar em deflação, mas menos intensa do que a verificada hoje.O economista lembrou ainda que os preços do Vestuário, embora atualmente em desaceleração, vão continuar com taxas em patamares elevadas, acima da média do IPC-S, devido a coleção outono/inverno ainda nas lojas.

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