IPC-S recua a 0,54% e atinge menor índice desde dezembro

O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) de até 15 de fevereiro apresentou recuo nos grupos de preços e em cinco das sete capitais onde ele é pesquisado. Segundo anunciou nesta sexta-feira, 16, a Fundação Getúlio Vargas (FGV), o IPC-S subiu 0,54%, ante alta de 0,72% apurada no indicador anterior, de até 7 de fevereiro, ficando dentro das estimativas dos analistas do mercado financeiro ouvidos pela Agência Estado, que esperavam um resultado entre 0,50% a 0,70%, e abaixo da mediana das expectativas (0,60%).Em São Paulo, a cidade de maior peso na formação do indicador, a taxa perdeu força na semana, quando os preços na capital paulista subiram 0,46% no indicador de até 15 de fevereiro, ante aumento de 0,68% apurado no IPC-S anterior, de até 7 de fevereiro.De acordo com a FGV, o resultado do IPC-S foi o menor desde a terceira semana de dezembro, quando o índice subiu 0,47%.O menor impacto, na inflação, dos aumentos nos preços das mensalidades escolares, realizados em janeiro, conduziu à taxa menor do IPC-S, disse o economista da Fundação Getúlio Vargas (FGV), André Braz. Os grupos alimentação e em educação, leitura e recreação foram os que sofreram as maiores quedas, de 1,85% para 1,58% e de 1,71% para 0,84%, respectivamente.Braz explicou que, como os reajustes nas mensalidades foram efetuados, em sua maioria, no primeiro mês do ano, o impacto dos aumentos na inflação já foi absorvido pelos indicadores de preços. "A tendência é que a taxa de cursos formais chegue a zero, até o final de fevereiro", afirmou.Ao mesmo tempo, importantes alimentos processados estão com queda de preços, como aves e ovos (-0,73%); carnes bovinas (-1,86%) e arroz e feijão (-1,74%), explicou o economista. Ele comentou que esses produtos ajudaram a equilibrar a alta expressiva nos preços de hortaliças e legumes (15,22%), dentro do grupo Alimentação.Classes de despesaDas sete classes de despesa usadas para cálculo do IPC-S, todas registraram deflação ou desaceleração de preços, na passagem do indicador de até 7 de fevereiro para o índice de até 15 de fevereiro. Além dos dois já citados, é o caso de habitação (de 0,12% para 0,08%); vestuário (de -2,21% para -2,33%); saúde e cuidados pessoais (de 0,26% para 0,22%); transportes (de 0,91% para 0,89%); e despesas diversas (de 0,17% para 0,11%).Ao analisar a movimentação de preços no âmbito dos produtos, a FGV informou que as mais expressivas altas de preço foram apuradas em tomate (36,08%); tarifa de ônibus urbano (1,97%); e alface (19,28%). Já as mais expressivas quedas de preço foram registradas em maçã nacional (-12,52%); calça comprida feminina (-5%); e passagem aérea (-9,13%).Inflação RegionalDas sete cidades pesquisadas pela fundação, cinco registraram desaceleração ou queda de preços, na passagem do IPC-S de até 7 de fevereiro para o índice de até 15 de fevereiro. Além de São Paulo, é o caso de Brasília (de -0,02% para -0,04%); Porto Alegre (de 0,66% para 0,29%); Recife (de 0,83% para 0,62%); e Rio de Janeiro (de 0,69% para 0,44%).Outras duas cidades restantes apresentaram aceleração de preços, no mesmo período. É o caso de Belo Horizonte (de 0,38% para 0,41%) e Salvador (de 1,28% para 1,39%).

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