IPC-S recua para 0,47%

A inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) recuou para 0,47% na semana encerrada em 15 de março, ante os 0,48% registrados na apuração anterior. Segundo a Fundação Getúlio Vargas (FGV), o ligeiro recuo foi causado pela desaceleração expressiva nos grupos Saúde e Cuidados Pessoais (de 0,40% para 0,28%); Transportes (de 0,13% para -0,21%) e Despesas Diversas (de 1,24% para 1,20%). O IPC-S é divulgado pela FGV às segundas-feiras e seu resultado vem sendo acompanhado com interesse pelo mercado. Os resultados do indicador apresentam comportamento similar ao da taxa do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) que é utilizado pelo governo para cálculo de meta inflacionária. Mesmo com o ligeiro recuo na variação do IPC-S, quatro dos sete grupos que compõem a formação do índice apresentaram aceleração de preços. É o caso de Alimentação (de 0,90% para 0,99%); Habitação (de 0,49% para 0,52%); Vestuário (de -1,13% para -1,05%) e Educação, Leitura e Recreação (que passou de 0,28% para 0,33%). Porém, a fundação informa que, cada aceleração nestes quatros segmentos - que representam mais de 70% de peso no índice geral -, foi inferior a 0,10 ponto percentual. No caso específico de Alimentação, ocorreram elevações de preços expressivas em Hortaliças e Legumes (de 5,15% para 6,25%); Aves e Ovos (de 0,70% para 1,36%) e Óleos e Gorduras (de 2,43% para 2,92%). Por produtos, as mais expressivas quedas foram registradas nos preços de álcool combustível (-8,5%); açúcar refinado (-11,12%) e maçã nacional (-15,98%). Já as mais significativas elevações foram observadas em tarifa de telefone fixo (1,42%); manga (28,26%) e cigarro (4,23%). Por regiões, foram registradas desacelerações em sete das 12 capitais pesquisadas. A taxa máxima, de 1,17% foi registrada em Recife. A taxa mínima, de 0,20% foi observada no Rio de Janeiro.

Agencia Estado,

23 Março 2004 | 06h04

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.