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IPC-S recua para 0,47%; ante 0,52% da semana anterior

A inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) recuou para 0,47% na semana encerrada em 4 de abril, ante os 0,52% apurados anteriormente. Segundo a Fundação Getúlio Vargas (FGV), a causa do desempenho foi a desaceleração de preços em cinco dos sete grupos que compõem o indicador.As maiores contribuições para a redução da taxa foram os recuos nas taxas de Alimentação (de 1,09% para 0,95%), e de Habitação (de 0,53% para 0,46%). Porém, apesar do recuo, os dois grupos foram responsáveis por mais de 87% da variação apurada pelo índice no período. O IPC-S é divulgado pela FGV às segundas-feiras.O indicador apresenta comportamento similar ao da taxa do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) que é utilizado pelo governo para cálculo de meta de inflação.No caso de Alimentação houve recuo nas taxas de três itens importantes: Hortaliças e Legumes (de 5,82% para 3,39%); Aves e Ovos (de 1,98% para 1,15%) e Óleos e Gorduras (de 3,9% para 3,22%). Os outros grupos a apresentarem desaceleração de preços, ante o IPC-S de até 26 de março, foram Educação, Leitura e Recreação (de 0,38% para 0,36%); Transportes (de ?0,44% para ?0,51%) e Despesas Diversas (de 1,3% para 1,2%). Os únicos grupos a apresentarem alta de preços no período foram Vestuário ( de ?0,60% para ?0,25%) e Saúde e Cuidados Pessoais (de 0,42% para 0,44%).Por produtos, as reduções de preço mais expressivas foram registradas em álcool combustível (-12,73%); maçã (-24,01%); e gasolina (-1,07%). Já as altas de preço mais significativas foram registradas em manga (29,49%); mamão papaya (24,01%) e taxa de água e esgoto residencial (2,6%). Por regiões, houve desacelerações em sete das 12 capitais pesquisadas. A taxa máxima, de 1,41% foi registrada em Porto Alegre. Já a taxa mínima, de ?0,01%, foi observada no Distrito Federal.

Agencia Estado,

13 de abril de 2004 | 02h15

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