IPC-S registra deflação de 0,15% até 22 de junho

Segundo FGV, este foi o menor resultado para o Índice de Preços ao Consumidor - Semanal desde a terceira quadrissemana de agosto de 2010, quando houve queda de 0,17% 

Alessandra Saraiva, da Agência Estado,

27 de junho de 2011 | 08h38

O Índice de Preços ao Consumidor - Semanal (IPC-S) voltou a cair, segundo dados divulgados nesta segunda-feira, 27, pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). O indicador mostrou queda de 0,15% até a quadrissemana encerrada em 22 de junho, após subir 0,02% no indicador anterior, apurado até 15 de junho. Segundo a fundação, este foi o menor resultado para o IPC-S desde a terceira quadrissemana de agosto de 2010, quando o índice registrou queda de 0,17%.

Quatro das sete classes de despesa usadas para cálculo do IPC-S tiveram desaceleração ou queda de preços entre a segunda e a terceira quadrissemana de junho. Entre os destaques de desaceleração e queda de preços no período estão as taxas de deflação mais intensas observadas nos grupos Alimentação (de -0,50% para -0,89%) e Transportes (de -1,09% para -1,32%). Isso porque, nestas duas classes de despesa, ocorreram quedas mais fortes em preços importantes no cálculo da inflação varejista, como hortaliças e legumes (de -1,94% para -3,30%) e gasolina (de -2,97% para -3,89%), respectivamente.

Os outros grupos que apresentaram decréscimo em sua taxa de variação de preços, no mesmo período, foram Habitação (de 0,54% para 0,42%) e Despesas Diversas (de 0,15% para 0,13%).

Outros dois grupos apresentaram aceleração de preços, no período. É o caso de Vestuário (de 0,79% para 1,00%) e Educação, Leitura e Recreação (de 0,44% para 0,54%). Já o grupo Saúde e cuidados Pessoais manteve taxa de variação apurada na semana anterior, de 0,55%.

Entre os produtos pesquisados para cálculo do IPC-S de até 22 de junho, os aumentos mais intensos foram apurados nos preços de tomate (14,20%); aluguel residencial (0,86%); e passagem aérea (16,39%). Já as mais expressivas quedas de preços foram registradas nos preços de batata-inglesa (-22,95%); cenoura (-29,26%) e na já citada gasolina.

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