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IPC-S sobe para 0,20% e mantém estabilidade

A inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) de até 22 de agosto subiu 0,20%, ante alta de 0,19% apurada no indicador anterior, de até 15 de agosto. A informação foi divulgada nesta quarta-feira pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). A taxa ficou dentro das estimativas dos analistas do mercado financeiro ouvidos pela Agência Estado, que esperavam um resultado entre 0,12% a 0,23%, e acima da mediana das expectativas (0,16%). Segundo a FGV, cinco dos sete grupos que compõem o indicador registraram aceleração ou queda menos intensa de preços, na passagem do IPC-S de até 15 de agosto para o indicador de até 22 de agosto. É o caso de Alimentação, passando de 0,91% para 0,92%, Habitação, de -0,14% para -0,08%, Vestuário, de -1,45% para -1,25%, Saúde e Cuidados Pessoais, de 0,11% para 0,13%, e Despesas Diversas, de -0,01% para 0,11%. Já os dois outros grupos registraram desaceleração de preços, no mesmo período, como Educação, Leitura e Recreação, de 0,33% para 0,25%, e Transportes, de 0,22% para 0,08%. Por produtos, as altas de preço mais expressivas foram registradas nos preços de mamão papaya (66,21%); manga (36,19%) e limão (38,31%). Já as mais expressivas quedas de preço foram registradas em batata-inglesa (-15,14%); cebola (-17,43%) e tomate (-12,21%). Pequena variaçãoA leve aceleração na taxa do IPC-S, na passagem entre o indicador de até 15 de agosto para o índice de até 22 de agosto (de 0,19% para 0,20%), foi considerada uma "estabilidade" pelo coordenador de Análises Econômicas da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Salomão Quadros. "O indicador variou muito pouco", considerou o economista.Ele comentou que, nos últimos resultados do IPC-S, os resultados do índice têm se mostrado quase sem alteração, e sempre na faixa de 0,20% - o que, na avaliação do economista, é uma tendência confortável. "Se essa taxa de 0,20% fosse mensal, e multiplicada 12 vezes, nós teríamos uma inflação anual em torno de 2%", comentou o economista. De acordo com ele, no IPC-S de até 22 de agosto, houve um "equilíbrio de forças" no comportamento de preços entre os sete grupos que compõem o indicador. Ou seja: as acelerações registradas no período foram compensadas pela estabilidade e desacelerações registradas no mesmo período. Porém, ele comentou que o comportamento do grupo Alimentação (cuja alta de preços passou de 0,91% para 0,92%) teve impacto significativo na formação do indicador. "Essa manutenção, essa estabilidade praticamente é resultado de um conjunto. Mas como Alimentação pesa mais de um quarto do indicador e ficou praticamente inalterado isso já contribuiu para manutenção do IPC-S", afirmou.

Agencia Estado,

23 de agosto de 2006 | 09h22

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