IPC-S sobe para 0,53% (ante 0,42% na semana anterior)

A inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) subiu para 0,52% na semana encerrada em 8 de maio, ante os 0,42% registrados anteriormente. A aceleração foi causada por elevações de preços em quatro dos sete grupos que formam o indicador, como Alimentação (de 0,36% para 0,55%), Vestuário (de 1,09% para 1,26%), Saúde e Cuidados Pessoais (de 0,91% para 1,04%) e Transportes (de ?0,25% para 0,02%).Segundo o economista da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Salomão Quadros, a elevação no indicador já era esperada e não representa sinais de aceleração da inflação. "Não vejo nada no resultado do indicador que indique uma piora de cenário", afirmou. Ele explica que a alta de Vestuário era esperada devido à chegada do Inverno e as novas coleções às lojas. O economista lembrou ainda que o grupo Alimentação continua pressionado por elevações de preço em itens com flutuação sazonal, como hortaliças e legumes - que são mais impactados por problemas climáticos.Sobre o setor de Saúde, Quadros lembrou que foi anunciado reajuste no preço de alguns medicamentos, que ainda não tinha sido inteiramente captado pelo indicador. Já o grupo Transportes sofre da influência da alta do álcool combustível que passou de ?2,12% para 0,12%, do IPC-S de 3 de maio ao indicador divulgado nesta segunda-feira.O técnico observou ainda que, se a taxa do IPC-S se mantivesse em torno de 0,30%, todas as semanas, isso conduziria a uma inflação anualizada de 4%, patamar que, na avaliação do economista, não condiz com o nosso cenário. "Um retorno à variações do IPC-S em torno de 0,50% é algo mais próximo à realidade da nossa inflação", disse.O IPC-S é divulgado pela FGV às segundas-feiras, e apresenta comportamento similar ao da taxa do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), utilizado pelo governo para cálculo de meta de inflação. Os únicos grupos a apresentarem desaceleração de preços foram Educação, Leitura e Recreação (de 0,15% para 0,05%) e Despesas Diversas (de 0,59% para 0,55%). O grupo Habitação manteve a mesma taxa da apuração anterior (0,50%).

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