IPC-S sobe para 0,86%, contra 0,82% anterior

A pressão de preços administrados elevou a inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S), que subiu para 0,86% na semana encerrada em 6 de julho, ante 0,82% na semana anterior, segundo divulgou a Fundação Getúlio Vargas (FGV) nesta segunda-feira. A variação ficou um pouco acima das estimativas dos analistas do mercado financeiro (0,80% a 0,85%). Juntos, os grupos Habitação, Educação, Leitura e Recreação e Transportes contribuíram com 49% para a formação da taxa deste IPC-S. O grupo Alimentação, que vinha pressionando o índice, desacelerou de uma alta de 1,40% na semana anterior para 1,23%. No caso dos grupos que mais puxaram o IPC-S da semana até 6 de julho, o grupo Habitação passou de 0,31% na semana anterior para 0,50%. Pela primeira vez, o grupo captou o reajuste autorizado a partir de 2 de julho para a telefonia fixa (neste IPC-S, segundo a FGV, a variação captada foi de 0,85%). Além disso, o grupo foi pressionado também pela tarifa de energia elétrica residencial, reajustada em São Paulo a partir de 4 de julho. Juntas, essas tarifas produziram uma influência de 0,05 p.p. na formação da taxa deste IPC-S. O grupo Transportes subiu para 1,94%, ante 1,46% na semana anterior, pressionado pelos combustíveis, sendo que a gasolina registrou variação de 5,06% e o óleo diesel, de 4,98%. O grupo de Educação, Leitura e Recreação subiu de 0,25% na semana anterior para 0,46%, por causa da pressão das passagens aéreas, que tiveram variação de 13,63%. Nos demais grupos, as variações registradas na semana anterior e na semana encerrada em 6 de julho foram, respectivamente: Vestuário (1,17% para 0,87%); Saúde e Cuidados Pessoais (0,67% para 0,39%) e Despesas Diversas (0,15% para 0,08%).

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