IPC tem deflação depois de quase 2 anos

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) calculado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) registrou deflação pela primeira vez em quase dois anos, revelando a menor taxa desde a terceira quadrissemana de julho de 2003, quando estava em 0,28%. A última vez que o índice ficou negativo foi na primeira pesquisa da Fipe de agosto de 2003, quando o IPC estava em 0,01%.Hoje, a Fipe divulgou que a inflação na capital paulista na terceira quadrissemana de junho estava em 0,15%, mais uma vez abaixo do piso das previsões do mercado financeiro, que iram de 0,04% a 0,10%. Na semana passada, o indicador também surpreendeu o mercado e o próprio coordenador do IPC-Fipe, Paulo Picchetti, que revisou sua estimativa para a inflação deste mês de 0,40% para estabilidade, admitindo até mesmo a possibilidade do registro de uma leve deflação.Novamente, o destaque a ser apontado pelo coordenador deve ser o grupo Alimentação, que apresentou uma deflação de 1,14% ante uma variação negativa de 0,24% na quadrissemana anterior. De acordo com Picchetti, este movimento baixista da área agrícola vem a devolver, em parte, as inesperadas altas apresentadas por alguns itens do setor em abril e maio, em função de problemas climáticos.O coordenador lembrou na semana passada que as variações negativas dessa área não estão restritas aos alimentos e atingem também o grupo Transportes, por meio da deflação apresentada com o álcool, por exemplo. Na terceira pesquisa do mês, o grupo obteve deflação de 0,33%, praticamente a mesma do levantamento anterior, de 0,32%. Na ocasião, o preço do álcool combustível havia recuado 14,83% e o da gasolina, 1,63%, as duas maiores quedas individuais do índice, contribuindo com um peso negativo de 0,13 ponto porcentual para a inflação do período.

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