IPCA-15 agita juros, mas comunicado do Copom é soberano

Na reta final da decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), o mercado de juros teve uma tarde bem movimentada ontem. Depois de uma manhã travada, com reação morna à desaceleração do IPCA-15 de julho para 0,10%, no piso das estimativas, os investidores fizeram uma releitura mais pessimista do indicador do IBGE. O mercado passou a valorizar a alta dos núcleos do IPCA-15 em 12 meses (pela manhã focaram os núcleos mensais), o que fez crescer a aposta de que o comunicado da reunião do Copom sinalizaria para a continuidade do ciclo de aperto monetário "por um período suficientemente prolongado". Mas o estresse durou pouco e, na negociação estendida, prevaleceu o consenso de que o rumo dos juros seria determinado mesmo pelo comunicado pós-Copom. A cautela voltou a imperar e houve, no final das contas, uma devolução dos prêmios adicionados nos DIs, com retorno à estabilidade. Em nenhum momento foi abalada a convicção de que a Selic seria elevada em 0,25pp, para 12,50% ao ano, o que foi confirmado à noite pelo Banco Central. No curto comunicado, a autoridade monetária retirou do texto a expressão "por um período suficientemente prolongado".

Rosangela Dolis, O Estado de S.Paulo

21 de julho de 2011 | 00h00

No lado externo, segue o impasse sobre o aumento do teto da dívida dos EUA. As bolsas em Wall Street fecharam no vermelho após o ganho expressivo da véspera. Na Europa, os investidores se mostram mais esperançosos na possibilidade de um acordo hoje na reunião dos líderes da zona do euro sobre um novo pacote de ajuda à Grécia. O euro superou US$ 1,42. O dólar à vista recuou 0,45%, cotado a R$ 1,560.

A Bovespa fechou com leve alta de 0,06%, aos 59.119,71 pontos.

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