IPCA-15 fica em 0,83% em maio

A inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo - 15 (IPCA-15) ficou em 0,83% em maio, segundo informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado foi superior ao de abril (0,74%). No ano, o índice acumula taxa de 3,38% e nos últimos doze meses (de abril de 2004 a maio de 2005), de 8,19%. O instituto informa que, como reflexo do reajuste de 31 de março sobre produtos com preços controlados, os remédios ficaram 4,16% mais caros no período, e com isso, "representaram, assim, a maior contribuição individual no índice do mês, 0,16 ponto percentual". Ainda de acordo com o instituto, as contas de energia elétrica, com variação de 2,85%, também tiveram alta provocada por reajustes nas regiões metropolitanas de Salvador (14,57%), Belo Horizonte (13,57%), Recife (9,03%), Porto Alegre (6,56%) e Fortaleza (4,74%). Nos ônibus urbanos, a alta de 2,11% na tarifa desse segmento, no IPCA-15 de maio, se originou da região metropolitana do Rio de Janeiro, onde as tarifas tiveram alta de 10,43% em razão de reajuste vigente desde 09 de abril. No IPCA-15 de maio, subiram, ainda, os preços dos alimentos (0,84%) e dos artigos de vestuário (1,56%). Dentre os alimentos, preços de produtos com peso expressivo no orçamento das famílias sofreram elevação em razão de problemas climáticos. Batata-inglesa (16,17%), feijão-preto (9,18%), feijão carioca (8,75%), tomate (6,67%), açúcar cristal (4,82%) e refinado (4,51%) são alguns destaques. No caso do vestuário, a alta refletiu os preços mais caros da coleção outono-inverno. Os preços para cálculo do mês foram coletados no período de 14 de abril a 13 de maio e comparados com os preços vigentes de 15 de março a 13 de abril. RegiõesNa análise por regiões, no âmbito do Índice de Preços ao Consumidor Amplo - 15 (IPCA-15) de maio, que ficou em 0,83%, as maiores taxas de inflação foram registradas em Porto Alegre (1,37%) e Rio de Janeiro (1,35%). Segundo informações do IBGE, em Porto Alegre, ocorreram fortes aumentos em vários itens importantes: energia elétrica (6,56%), telefone fixo (4,14%), gasolina (3,78%), telefone celular (2,30%), além dos alimentos (1,27%), que cresceram acima da média nacional.No Rio de Janeiro (1,35%), o índice foi pressionado pelo transporte público (9,59%). Além disso, o consumidor passou a pagar mais pelas tarifas dos ônibus urbanos (10,43%), intermunicipais (8,16%), táxi (6,57%) e metrô (4,20%). As outras regiões pesquisadas apresentaram as seguintes taxas: Belo Horizonte (1,25%); Recife ( 1,05%); Salvador (0,99%); Brasília ( 0,79%); São Paulo (0,58%); Fortaleza (0,54%); Curitiba (0,34%); Goiânia ( 0,25%); e Belém (0,24%). Os preços para cálculo do mês do IPCA-15 de maio foram coletados no período de 14 de abril a 13 de maio, e comparados com os preços vigentes de 15 de março a 13 de abril. O IPCA-15 refere-se às famílias com rendimento monetário de 1 a 40 salários mínimos. A metodologia utilizada é a mesma do IPCA. A diferença entre os dois índices está no período de coleta dos preços. Maior taxa do anoO IPCA-15 de maio, que ficou em 0,83%, foi a maior taxa do ano nesse tipo de indicador. O dado é baseado em informações anteriores sobre o resultado do índice, disponíveis no site do IBGE. O resultado de maio foi superior ao de abril (0,74%); ao de março (0,35%); ao de fevereiro (0,74%) e ao de janeiro (0,68%), sendo suplantado apenas pelo desempenho de dezembro (0,84%).

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