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IPCA-15 recua, mas fecha o ano com alta de 5,79%

Um dia depois de o Banco Central divulgar, no Boletim Focus, aumento nas expectativas de inflação para este ano e para 2011, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) surpreendeu. Sob a influência do barateamento dos alimentos, a taxa caiu de 0,86% para 0,69% de novembro para dezembro, abaixo das previsões do mercado, que aguardava alta de, no mínimo, 0,7% para o mês.

Alessandra Saraiva / RIO e Flávio Leonel / SÃO PAULO, O Estado de S.Paulo

22 de dezembro de 2010 | 00h00

O recuo, porém, não impediu que o IPCA-15 - espécie de prévia do índice mensal de inflação - encerrasse o ano com alta de 5,79% em 2010, acima da inflação apurada em 2009 pelo indicador (4,18%). O fechamento do IPCA integral será conhecido no dia 7 de janeiro.

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a taxa menor da última prévia do ano deveu-se principalmente ao recuo de 2,11% para 1,84% na alta dos alimentos.

Efeito carne. O avanço de preços nos gêneros alimentícios foi tão forte ao longo de 2010 -10,16%, mais que o triplo da alta de 3,08% em 2009 - que o grupo alimentos e bebidas respondeu sozinho por 40% da inflação do ano. Somente as carnes ficaram 30,52% mais caras em 2010, e representaram um terço do IPCA-15 de dezembro.

Para o economista-chefe do Schahin, Silvio Campos Neto, além das influências da alta dos preços dos alimentos in natura; do avanço no valor médio dos combustíveis e do reajuste nas mensalidades escolares, novas acelerações de preços devem ser percebidas. "É razoável esperar alta entre 0,60% e 0,70% para os índices de janeiro e fevereiro."

A inflação em alta no início de 2011 deve contribuir para que o BC volte a elevar a taxa básica de juros (selic), na avaliação do economista da MB Associados, Sergio Vale. "A maior preocupação para o BC não é alimentos. Não há muito que o BC possa fazer contra alimentos", disse. Outros itens, não ligados à alimentação, estão há dois anos em patamar elevado e, na avaliação de Vale, o BC terá trabalho para mudar esses preços de patamar em 2011.

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