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IPCA-15 reforça cenário do BC, diz Werlang

O ex-diretor do Banco Central e atual vice-presidente executivo do Banco Itaú Unibanco, Sérgio Werlang, disse à Agência Estado que a mudança na gestão da política monetária realizada pelo Comitê de Política Monetária (Copom) em 31 de agosto "foi uma decisão bastante apropriada" e correta.

RICARDO LEOPOLDO, O Estado de S.Paulo

21 de outubro de 2011 | 03h03

"Isso pode ser avaliado em função da forte crise internacional, da alta de juros de 1,75 ponto porcentual pelo BC de janeiro a julho e das ações macroprudenciais, adicionadas a medidas do governo de contenção de gastos que já começaram a gerar efeitos na demanda agregada, sem dúvida nenhuma", disse.

Para Werlang, a desaceleração do nível de atividade doméstica, medida por vários indicadores econômicos, mais a redução da alta do IPCA-15, de 0,53% em setembro para 0,42% em outubro, reforçam o cenário defendido pelo presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, de que a inflação vai convergir à meta de 4,5% no próximo ano.

Tombini tem afirmado que "a desaceleração do IPCA está encomendada", pois deve baixar dos atuais 7,3% no acumulado em 12 meses para 5,3% em abril ou maio do próximo ano. "Cada vez mais está se mostrando que o cenário dele é o mais provável", comentou Werlang.

O presidente do BC foi muito criticado por analistas, que diziam que sua avaliação sobre os impactos desinflacionários da crise global era exagerada. Alguns, como os ex-presidentes do BC Affonso Celso Pastore e Gustavo Loyola, chegaram a comentar que o regime de metas de inflação fora abandonado pelo BC.

"Eu mesmo cheguei a declarar que a aposta do BC de 31 de agosto era ousada, mas perfeitamente realizável. E agora ela está se realizando", destacou Werlang.

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