Marcos Santos/USP Imagens
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IPCA-15 tem alta de 0,14% em novembro, menor resultado para o mês desde 1998

Prévia do indicador oficial de inflação acelerou em relação a outubro, quando ficou em 0,09%

Fernanda Nunes, O Estado de S.Paulo

22 de novembro de 2019 | 09h33
Atualizado 22 de novembro de 2019 | 18h01

RIO - O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo - 15 (IPCA-15), prévia do indicador oficial de inflação, registrou alta de 0,14% em novembro, após ter avançado 0,09% em outubro, informou nesta sexta-feira, 22, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Esse é o menor resultado para um mês de novembro desde 1998, quando a taxa foi de -0,11%.

 

O resultado ficou dentro das estimativas dos analistas do mercado financeiro consultados na pesquisa do Projeções Broadcast, cujo intervalo ia de 0,09% a 0,31%, porém veio abaixo da mediana positiva de 0,16%.

O IPCA-15 acumula aumento de 2,83% no ano. Nos 12 meses encerrados em novembro, o indicador ficou em 2,67%, abaixo da mediana de 2,68% das projeções (2,53% a 2,84%), porém aquém do centro da meta de 4,25% ao ano para 2019, com margem de tolerância 1,5 ponto porcentual para cima ou para baixo.

 

Maiores altas na inflação: vestuário e despesas pessoais

Os grupos Vestuário (0,68%) e Despesas Pessoais (0,4%) foram os que apresentaram as maiores altas do Índice de Preços ao Consumidor Amplo - 15 (IPCA-15) de novembro. Já o principal impacto positivo partiu do segmento de Transportes, que teve variação de 0,3% e influência de 0,06 ponto porcentual no IPCA-15, conforme o IBGE.

Em Vestuário, o destaque foram os itens roupa masculina (1,15%), roupa infantil (0,65%) e roupa feminina (0,49%). Além disso, as joias e bijuterias mostraram aceleração de preços em relação ao mês anterior, passando de alta de 1,24% em outubro para 1,87% em novembro.

No grupo Despesas Pessoais, o IBGE ressaltou a influência dos subitens empregado doméstico (0,31%) e jogos de azar (2,46%). Esta última variação reflete reajuste no preço das apostas a partir do dia 10 deste mês.

Em Transportes, que respondeu pelo maior impacto negativo do IPCA-15, os destaques foram combustíveis (1,07%) e passagens aéreas (4,44%). A gasolina e o etanol continuaram apresentando aceleração, de 0,8% e 2,53%, respectivamente. Os preços do óleo diesel (0,58%) e do gás veicular (0,10%) também subiram.

 

Grupos com deflação 

Dos nove grupos pesquisados, três tiveram deflação, com destaque para habitação, que caiu 0,22% e foi responsável pela maior contribuição negativa no IPCA-15 de novembro, com -0,04 ponto porcentual. O desempenho deste segmento de preços foi afetado pela queda de 1,51% no item energia elétrica, com efeito de -0,06 ponto porcentual.

No período de pesquisa, houve redução média de 5,30% nas tarifas residenciais de uma das concessionárias de São Paulo (-1,68%). O mesmo aconteceu em Brasília (-5,44%) e Goiânia (-4,75%).

Também registraram queda artigos de residência (-0,06%) e comunicação (-0,02%).

 

Inflação no setor de alimentação

O grupo alimentação e bebidas apresentou ligeira alta noIPCA-15 de novembro, de 0,06%, após três meses consecutivos de queda - de 0,17% em agosto, 0,34% em setembro e 0,25% em outubro. A alimentação fora do domicílio passou de estabilidade no mês passado para alta de 0,12% neste mês. Esse resultado foi influenciado, principalmente, pelas altas na refeição (0,13%) e na receita fora (0,34%).

Além disso, a alimentação no domicílio, que havia apresentado queda de 0,38% em outubro, variou 0,03% neste mês. As carnes subiram 3,08% e contribuíram com 0,08 ponto porcentual (p.p.) no IPCA-15. Em contrapartida, foram destaque as quedas nos preços:

  • cebola (-18,6%)
  • tomate (-8%)
  • batata-inglesa (-7,92%)
  • leite longa vida (-1,67%)

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