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IPCA acima do esperado não muda cenário inflacionário, diz analista

O aumento médio dos preços ao consumidor conforme o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de setembro divulgado nesta sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, de 0,21% e ligeiramente acima do teto das projeções, de 0,11% e 0,20%, não deve alterar o cenário inflacionário para o ano. A avaliação é da analista Marcela Prada, da Tendências Consultoria Integrada, que trabalha com um IPCA para o ano de 2,90% sem aumento de gasolina e de 3,20% caso o aumento venha.Segundo ela, a alta do IPCA no mês passado, bem acima da taxa de 0,05% registrada pelo IPCA de agosto e pelo IPCA-15 de setembro se deu por fatores pontuais e, mais especificamente, por grupos que antes vinham mostrando variações muito baixas para o período e que agora voltaram ao padrão normal. Entre estes grupos, afirma a analista da Tendências, estão o grupo Saúde e o Vestuário."No grupo Vestuário (0,46%), a surpresa até agora estava sendo as variações para baixo. O que ocorreu agora foi um ajustamento dos preços", afirma Marcela, referindo-se aos efeitos da entrada da coleção primavera/verão no mercado.O comportamento do grupo Vestuário também foi tema de discussão na Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) esta semana. Para o coordenador do Índice de Preços ao Consumidor da Fipe (IPC-Fipe), Paulo Picchetti, as quedas até agora foram provocadas pelo alto índice de importações, que atingiu índice de 90% em relação ao ano passado.

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