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IPCA: choque agrícola é temporário ou não?

Por entender que a janela continua aberta para uma nova redução de juros na reunião do Copom de outubro, ante a unanimidade na votação dos membros do comitê anteontem, os mercados nacionais reagiram com uma redução das taxas de juros futuras na BM&F. Os contratos para janeiro de 2008 caíram 0,54%; para janeiro de 2010, 0,17%; e para janeiro de 2012, 0,67%. O que não quer dizer que há certeza em relação aos próximos movimentos do BC. Afinal, o IPCA de agosto, divulgado ontem, foi salgado: de 0,47%. Tampouco o IGP-DI, de agosto, foi bom: alta de 1,39%. Tudo isto, somado à frase do comunicado do Copom, ponderando que o cenário "ainda justificaria estímulo monetário adicional", gerou novas dúvidas sobre o término do ciclo de afrouxamento monetário.Sem dúvida, o que explica a maior parte dessa inflação elevada são os preços de alimentos. Portanto, a pergunta é: será que os recentes choques agrícolas são temporários ou estaríamos passando por pressões de demanda também? Para o ex-BC Ilan Goldfajn, da Ciano, isso ainda não está claro. "Cresce a demanda no mundo, mas ainda não sabemos o tamanho." Já Sergio Valle, da MB Associados, acha que, independentemente do tamanho, essa pressão é sim temporária. "A tendência geral é de desaceleração dos preços agrícolas nos próximos meses. O pico de alta já passou e até novembro e dezembro ainda podem ocorrer elevações relevantes em alguns produtos, mesmo que em intensidade menor, mas, para 2008, não vejo maior perigo."Para Valle, a questão central para a inflação de 2008 e 2009 não é a alimentação e sim os preços administrados. "Eles tiveram papel importante e seguraram a inflação de 2007, mas o IGP-DI deve fechar 2007 entre 4,5% e 5% e reverter isto não será fácil", pondera, lembrando que nos meses de outubro, novembro e dezembro, o BC já estará olhando para a inflação de 2009. "Esta redução de juros, feita agora, foi a última por algum tempo", prevê.Vale a pena registrar que, enquanto Valle, especialista no setor industrial e agrícola, não vê espaço para nova queda de juros este ano, analistas de bancos, como os do Credit Suisse, sempre conservadores, pensam diferente: acham que o Copom de outubro vai reduzir a taxa Selic em 0,25 ponto. A diferença, talvez, esteja na projeção quanto aos impactos do câmbio na inflação na economia real...IMPRESSÃO DIGITALÉ curioso notar que, apesar da divergência de opiniões em relação à taxa básica de juros na economia brasileira, os atores do cenário nacional não têm errado na sua projeção sobre a atuação do Copom há muito tempo. Seria este um indício de que o sistema de metas de inflação brasileiro finalmente entrou no DNA dos empresários, banqueiros, operadores de mercado, varejistas e analistas em geral? "O sistema amadureceu. Isto, aliado a uma política monetária que exibe certa inércia na busca de credibilidade, mais a menor volatilidade por aqui, explica tudo", ponderou ontem o ex-BC Armínio Fraga, um dos pais da meta de inflação brasileira.NA FRENTENOVA IMAGEMLançado esta semana, em São Paulo, o Instituto do Agronegócio Responsável (Ares). Formado por 19 associações de peso, como Abag, Abiove, CNA, SRB, OCB, pretende incentivar práticas de sustentabilidade em 10 cadeias produtivas. O trabalho de divulgação começa por um road show pela Europa, a partir do dia 25, comandado por Carlo Lovatelli, que vai dirigir o conselho deliberativo do instituto.NOVA IMAGEM 2Para Lovatelli, é importante para o Brasil melhorar a imagem dessas cadeias lá fora. "A preocupação das empresas é que temas ligados ao meio ambiente e ao trabalho se convertam em barreiras não-tarifárias para os produtos brasileiros mais competitivos." ALAHAs exportações brasileiras para os países árabes, em agosto, cresceram quase 15% acima de agosto de 2006 e 18% acima de julho.As informações são do presidente da Câmara de Comércio Árabe, Antonio Sarkis Jr.RECONHECIMENTOA Aracruz Celulose está, pelo terceiro ano consecutivo, na lista de empresas do Índice Dow Jones de Sustentabilidade 2007, da Bolsa de Nova York. É a única do setor florestal.FOCODe olho no potencial de crescimento do consumo da classe média brasileira - estimado em 70% até 2015 -, a canadense Brascan comprou o Raposo Shopping, em São Paulo. E investirá R$ 60 milhões em revitalização e expansão.HAJA LUZXisto Vieira, ex-Eletrobrás e hoje no comando da Abraget, que congrega os geradores de energia térmica, acredita que o Brasil vive uma insegurança energética por falta de planejamento."Não é admissível que haja uma probabilidade de déficit de energia de 5%, pois basta atrasarem algumas obras e lá se vai o risco de déficit para 10%, 15% ou até 20%." "PNEUMONIA"A publicação de nota contra a importação de pneus usados gerou inúmeras manifestações. A mais factual: no Paraguai, um pneu Bridgestone Potenza, aro 15, custa R$ 140 com nota fiscal. No Brasil, o mesmo pneu custa entre R$ 320 e R$ 340, 230% mais caro.CURTASDurante visita do presidente Lula à Dinamarca, o Centro de Tecnologia Canavieira assina contrato com a Novozyme, fabricante de enzimas. O acordo prevê cooperação no desenvolvimento do processo de fabricação de etanol a partir da hidrólise enzimática do bagaço de cana.A Cátedra Mercosul do Instituto de Estudos Políticos de Paris realizará uma reunião no Brasil, ainda este mês, em cooperação com a Fecomércio SP e apoio do BID, do Fórum Empresarial Mercosul-UE e CNI. Vão tirar propostas para levar à Cúpula de Lisboa, em outubro.

Sonia Racy, O Estadao de S.Paulo

07 de setembro de 2007 | 00h00

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