IPCA de fevereiro fica em 0,44%, mesma taxa de janeiro

A inflação no País ficou estável em fevereiro. O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ficou em 0,44% no segundo mês do ano, exatamente a mesma taxa apurada em janeiro. O resultado, divulgado nesta sexta-feira, 9, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), ficou dentro das projeções dos analistas ouvidos pela Agência Estado, entre 0,35% e 0,47%.O IPCA, calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), é o índice oficial utilizado pelo Banco Central para cumprir o regime de metas de inflação, determinado pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). A meta de inflação para este ano é de 4,5%, com margem de oscilação de dois pontos porcentuais para cima ou para baixo.A alta em fevereiro foi puxada especialmente pelo grupo educação, com aumento de 3,48% e contribuição de 0,24 ponto porcentual para a inflação do mês. Segundo a coordenadora de índices de preços do IBGE, Eulina Nunes dos Santos, a inflação de fevereiro foi "altamente concentrada e pontual". Ela justificou que mais da metade da inflação do mês, ou 55%, foi dada pelo grupo educação, com reajuste de 3,48% e contribuição de 0,24 ponto porcentual para a taxa.De acordo com Eulina, a inflação em janeiro, embora tenha apresentado a mesma variação de apurada no mês passado, tinha sido mais espalhada, atingido mais itens do que ocorreu em fevereiro. AlimentosAlimentos e bebidas registraram alta de 0,78%, abaixo da variação apurada em janeiro (0,84%). O grupo registrou reajuste maior no primeiro bimestre de 2007 (1,63%) do que em todo o ano de 2006 (aumento acumulado de 1,22%). Eulina explicou que os reajustes neste grupo apurados em janeiro (0,84%) e fevereiro (0,78%) resultaram dos problemas climáticos que prejudicaram as lavouras mais sensíveis e, ainda, à alta do preço do milho no mercado internacional, acompanhando a demanda por etanol nos Estados Unidos.Em conseqüência dos reajustes, o grupo de Alimentos e Bebidas teve impacto de 0,16 ponto porcentual na inflação de fevereiro. Juntos, alimentação e educação responderam por quase a totalidade (0,40 ponto porcentual) do IPCA do mês. Na inflação acumulada do primeiro bimestre deste ano (0,88%) os alimentos tiveram contribuição de 0,32 ponto porcentual.Eulina lembra que os alimentos são muito importantes no cálculo do IPCA, já que respondem por 20% de toda a despesa dos consumidores. "A persistir a influência, é de preocupar. Nesses dois meses, houve problemas causados pela chuva e os alimentos são uma incógnita, mas a safra deste ano será muito boa", disse. DesaceleraçãoOcorreram desacelerações nos reajustes de ônibus urbanos (1,66% em janeiro para 1,60% em fevereiro) e no grupo de transportes (0,62% para 0,07%). As principais quedas de preços no mês foram registradas no álcool (-0,81%) e na gasolina (-0,86%). O telefone fixo teve recuo de 0,48%, por causa da redução nas contas de Porto Alegre. No ano, o IPCA acumula alta de 0,88%, e em 12 meses, de 3,02%. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que mede a variação nos preços de produtos e serviços consumidos pelas famílias com rendas entre 1 e 8 salários mínimos, registrou alta de 0,42% em fevereiro ante 0,49% em janeiro e acumula no primeiro bimestre aumento de 0,91% e em 12 meses de 3,12%.MarçoPara Eulina, não há nenhuma pressão conhecida para a inflação de março. Segundo ela, há apenas resíduos de influências que já impactaram a taxa de fevereiro, como o reajuste de ônibus em Porto Alegre ou, por outro lado, a queda no telefone fixo na capital gaúcha.No caso dos alimentos, que puxaram para cima as taxas de janeiro e fevereiro, ela afirmou que permanecem como "uma incógnita", já que dependem do clima.Matéria alterada às 12h26 para acréscimo de informações

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