IPCA de fevereiro não deve ultrapassar 0,35%

A inflação de fevereiro medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a ser anunciada amanhã, dia 14, deve ficar entre 0,25% a 0,35%, de acordo com previsões do mercado. O resultado representará uma redução em relação a janeiro, quando fechou em 0,57%. Os principais motivos para o recuo são o fim dos efeitos do reajuste das mensalidades escolares e dos combustíveis e as liquidações de verão de roupas e calçados. Segundo Luis Suzigan, da LCA Consultores, os alimentos também ajudaram a inflação a perder o fôlego, mas a contribuição foi menor do que a esperada. Para o economista, que trabalha com a projeção de 0,25% para o IPCA, o grupo Alimentação deve registrar estabilidade em fevereiro na apuração do IBGE. Na avaliação do Bic Banco, o IPCA também se situará na faixa de 0,25% a 0,30%, graças ao alívio das mensalidades, dos combustíveis e de alguns alimentos. De acordo com o economista-chefe do banco, Luis Rabi, com esta variação - se confirmada - a meta de 4%, estabelecida pelo governo para a inflação deste ano, não estará em risco. Já o ABN Amro e o Citibank esperam uma variação de 0,35% para o IPCA. "Os índices ainda não vão refletir o pequeno repique observado nas prévias de março", explicou Aquiles Mosca, do ABN Amro. Na opinião do economista, os aumentos recentes não são generalizados e estão ligados a fatores isolados, sem relação com o câmbio.

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