IPCA de janeiro ficou em 0,52%

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrou inflação de 0,52% em janeiro, inferior à taxa de 0,65% apurada em dezembro. Segundo o IBGE, a queda entre um mês e outro ocorreu especialmente devido ao recuo nos preços da gasolina (-9,92%) e à desaceleração dos reajustes no vestuário (de 1,91% em dezembro para 0,55% em janeiro). O IPCA acumulado nos últimos doze meses atingiu 7,62%. O INPC, que compreende famílias de menor renda, registrou inflação de 1,07% em janeiro ante 0,74% em dezembro.A região metropolitana de Belo Horizonte registrou a maior taxa de inflação (1,17%), medida pelo IPCA em janeiro, refletindo o impacto do reajuste local das tarifas de ônibus urbanos (15%). Goiânia apresentou a taxa mais baixa (0,04%). Em São Paulo, a inflação de janeiro (0,19%) foi a segunda menor do País e registrou queda significativa em relação a dezembro (0,52%).A região metropolitana de São Paulo tem o maior peso (36,26%) no cálculo do IPCA, entre as nove regiões pesquisadas pelo IBGE, além dos municípios de Goiânia e Brasília. Nas demais áreas os resultados da inflação em janeiro foram os seguintes: Rio de Janeiro (1,11%), Salvador (0,88%), Belém (0,67%), Fortaleza (0,49%), Recife (0,48%), Porto Alegre (0,47%), Brasília (0,35%) e Curitiba (0,31%). População de baixa renda é a mais afetadaA inflação tem registrado taxas mais elevadas para a população de menor renda do País, segundo revelaram os dados divulgados hoje pelo IBGE. Em janeiro, o INPC (famílias com rendimento de um a oito salários mínimos) registrou alta de 1,07%, ante 0,52% do IPCA (rendimento de um a 40 salários mínimos).Comportamento similar dos índices já havia sido registrado em dezembro (INPC de 0,74% e IPCA de 0,65%). A confirmação de que a população mais pobre tem enfrentado reajustes maiores de preços vem dos dados da inflação de 12 meses, que no IPCA alcançou 7,62% e no INPC, 9,77%.A chefe do Departamento de Índice de Preços do IBGE, Márcia Quintslr, explicou que em janeiro as maiores elevações de preços ocorreram em produtos que têm maior peso no INPC, como gás de bujão, alimentação e energia elétrica.O gás de bujão, por exemplo, tem peso de 2,25% no INPC e de 1,34% no IPCA. No caso da alimentação, os pesos são, respectivamente, de 30,08% e 22,4%.Ela destacou que sobre o resultado dos últimos 12 meses os produtos que têm registrado maiores elevações de preços, como alimentos e preços administrados, são os mais importantes para a despesa da população de baixa renda.

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