IPCA de maio fica em 0,51% e o INPC em 0,40%

A inflação medida pelo IPCA subiu para 0,51% em maio, ante 0,37% em abril, segundo divulgou o IBGE. O resultado ficou perto do piso das expectativas de analistas ouvidos pela Agência Estado, que variavam de 0,50% a 0,70%. A taxa foi pressionada especialmente pelos remédios (2,33% de alta, ante 3,00% de abril), representando a maior contribuição individual (0,10 ponto porcentual) no índice. Em apenas dois meses, os remédios subiram 5,4%. Outra pessão forte para o IPCA foi dada pelos alimentos, que voltaram a subir em maio (0,23%), após a deflação de 0,34% em abril. Segundo o IBGE, os reajustes dos produtos alimentícios foram provocados por problemas climáticos. As maiores altas foram do tomate (19,03%), cebola (18,75%) e batata inglesa (11,69%). Outros itens que pressionaram o índice foram o álcool combustível (2,28%), automóveis novos (1,10%), automóveis usados (1,44%) e tarifas de energia elétrica (1,29%).No ano, o IPCA acumula alta de 2,75% até maio e em 12 meses, de 5,15%. O IPCA é calculado com base na variação de preços para famílias com rendimento de um a 40 salários mínimos.O INPC manteve-se praticamente estável, com variação de 0,40% em maio, ante 0,41% em abril. Este índice, que representa consumo de famílias com rendimento de um a oito salários mínimos, acumula alta de 2,63% no ano e de 4,99% em 12 meses. ?Causas localizadas e pontuais?A gerente de índices de preços do IBGE, Eulina Nunes dos Santos, afirmou que a inflação de 0,51% do IPCA em maio não preocupa porque o aumento ante abril (0,37%) "teve causas bastante localizadas e pontuais", concentradas nos remédios, alimentos e energia elétrica".

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